2018 Ideias e Perspectivas

 

Terminado o ano de 2017 para o Internacional é hora de pensar com muita seriedade acerca de 2018.

2017 foi um ano como muitos outros na história recente do nosso Colorado. Quase ganhamos mais um Campeonato Gaúcho, mesmo que aos trancos e barrancos; abandonamos a Copa do Brasil (de certa maneira influenciados pela imprensa que batia na tecla todos os dias sobre a prioridade do Inter ser voltar para a Série A) e a Copa da Primeira Liga, como tem sido a praxe; e, atingimos a meta principal de voltarmos para a Série A, ficando na segunda colocação da Série B, o que foi, de certa maneira, constrangedor, tendo em vista a expectativa de título com relativa facilidade, dado a diferença pró-Inter em todas as variáveis que se queira comparar com os adversários.

Passada a tempestade é preciso reformular tudo, fundamentalmente no campo das ideias e planos para 2018. Aqui alinhavei as minhas ideias e perspectivas para cada campeonato que disputaremos:

Odair Hellmann, Boa sorte! (imagem: Google)

1 – Comissão Técnica e Elenco: tive que reescrever este item porque quando criei o draft o Inter ainda não tinha anunciado o Odair Hellmann como treinador. Não sei opinar com conhecimento sobre as ideias dele acerca de futebol. Acho que é uma decisão de risco mais uma vez, mas apoiarei sem pestanejar. O que se vê por aí em termos de treinadores é de uma mesmice total, então, melhor apostar em alguém de casa. É sempre um problema quando muito se especula sobre nomes de treinadores e de repente aparece uma solução óbvia. Tanto pode dar muito certo, como Jair Ventura, Zé Ricardo e Carille, quanto pode significar uma grande perda de tempo, outra vez e ter de trocar de treinador novamente. Nesta altura o treinador já deveria estar debruçado, junto com o RM, sobre o planejamento do elenco e pré-temporada, além da definição dos objetivos de cada disputa. O elenco completo para 2018 deveria se apresentar junto no dia 02/10, incluindo os atuais jogadores, aqueles contratados para reforçar o time e, eventualmente, aqueles emprestados que serão aproveitados (tomara quase nenhum). Aqueles emprestados que não serão aproveitados deveriam ter apresentação separada do elenco principal, para evitarmos os mesmos erros do passado (testar no CG jogadores que já foram exaustivamente testados e reprovados. Esta repetição de erros tem sido uma marca no Inter nos últimos 10 anos). Será a repetição dos erros sair contratando durante a pré-temporada, primeiro, pela defasagem física que isto cria entre os jogadores e, segundo, a demora nas contratações resultará na escassez de boas opções no mercado.

2 – Campeonato Gaúcho – já sabemos que o CG não é uma boa base de avaliação de desempenho de jogadores. Não nos enganemos, pois. Entretanto, é a disputa ideal para que o treinador organize o sistema tático, treine diferentes esquemas para criar variações, teste os jogadores, enfim prepare o elenco e o time para as disputas mais importantes. Claro que o Inter sempre vai entrar para ganhar este título, mas não deveria ser uma paranoia, pelo menos em 2018. De novo, minha expectativa pessoal é que o CG seja utilizado para azeitar o time e medir o desempenho. Se ao final do CG for necessário contratar 1 ou 2 jogadores para ajustar o time ou o elenco, eu diria que o planejamento funcionou; se precisar mais de 2, então o planejamento não funcionou, exceto se houver lesão que assim justifique. Não dá para continuar correndo atrás de reforços no meio do Campeonato Brasileiro quando a vaca começa a ir para o brejo, como tem sido ao longo dos últimos anos.

3 – Copa do Brasil – é o título de maior expressão possível para o Inter em 2018. Pessoalmente não tenho esta expectativa, mas pelas ambições de um clube como o Inter e pela fórmula do Campeonato, é um título viável. Minha expectativa, pois, é que, pelo menos desta vez, não abandonemos esta Copa em nome de outra prioridade. Estamos cansados desta cantilena!

4 – Campeonato Brasileiro – a primeira coisa que precisamos é mudar a mentalidade e o histórico de perder pontos para times menores. Times menores em casa tem que ser 3 pontos e se perder algum ponto, tem que recuperar fora contra um grande ou ainda contra o mesmo time menor. Enfim, contra times menores tem que fazer no mínimo 4 pontos (3 em casa e 1 fora). Contra times grandes trocar pontos (3 em casa e 0 fora). Em sumário, temos que ganhar metade dos 38 jogos e empatar alguns. Se conseguir isso, vamos beliscar uma vaga na LA, o que seria um grande prêmio na volta. Assim sendo, temos que começar o Campeonato mirando os tais 45 pontos. Temos que acabar com aquele discurso enfadonho de que o campeonato é longo e ainda faltam muitos jogos a cada jornada infeliz. Em 38 jogos, se ganhar 19 jogos são 57 pontos e, se empatar mais 9 são 66 (10 derrotas são possíveis). Deixando os números de lado, o Inter precisará em 2018 ter a humildade de reconhecer que é um ano de afirmação, de manutenção na Série A, enfim, que o objetivo principal é criar uma base forte para voltarmos a sonhar com títulos maiores em 2019. Repetindo, o time precisa jogar de forma indignada desde o primeiro jogo e não pode perder pontos em casa para times menores. Precisamos entender que, em pontos corridos, é necessário pontuar fora de casa também.

5 – Sumário – espero mais um ano duro para nosso Inter. Começaremos pressionados pelo nosso coirmão e arquirrival se vangloriando de estar em mais uma Libertadores em 2018 (escrevo isso sem saber o resultado da final da LA de 2017, que eles podem ganhar de novo…toc…toc…toc), enquanto nós iremos para mais um ano de desconfiança. Não espero títulos. Espero desempenho dentro das 4 linhas. Espero voltar a ter aquele orgulho do futebol praticado pelo meu time, algo que possamos chamar de futebol, algo cada vez mais raro lá pelas bandas do Beira Rio.

 

  1. Não falei de Primeira Liga porque, me parece, não teremos mais em 2018
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About Naladar Santos

Naladar Santos
Sou formado em Administração de Empresas, com especializações em Finanças e Sistemas Integrados de Gestão. Sou fluente em Inglês e Espanhol. Nasci no Distrito de Lagoão, Município de Soledade, em uma família de gremistas. Tão logo comecei a compreender o mundo e fui apresentado ao futebol, não tive dúvidas de escolher o Internacional como meu time de coração, mesmo contrariando meu pais e irmãos. Decisão está que me garantir grandes momentos de emoção ao longo da vida. Estou longe dos pagos há mais de 40 anos, mas nunca deixei de acompanhar e torcer pelo nosso colorado no Brasil e fora dele.

13 comments

  1. Naladar 37 dias de férias nada é os jogos amistosos (daí reclama que o calendário é apertado) que todo o fim de ano tem. O que define uma equipe pro ano no meu entender é a tal pré-temporada bem feita, não adianta querer durante os campeonatos exigir treinamentos que exijam do atleta esforço máximo, isso tem que acontecer na pré, durante os campeonatos só manutenção. Concordo em entrar em todos pra ganhar sem priorizar este ou aquele, pra isso tem que ter grupo, alías falando em grupo, esse aí é insuficiente pra série A.

  2. jaldemir Candido dos Santos
    jaldemir Candido dos Santos

    Boa noite, Naladar Santos. Respeito tua opinião muito bem explanada. Apenas vejo que para o alcance do objetivo maior não passava pela obrigação legal do primeiro lugar. Até o 4º era o bastante. Por que? “Lei do menor esforço…” Agora, quanto aos brios, foram arranhados no descenso. Como dissestes, vamos apoiar o novo “professor”. Tantos outros desfilaram e se iniciaram o campeonato não concluíram e por isso aprovo a máxima de “time que está ganhando…” Quanto aos certames, o laboratório será o campeonato gaúcho, de acordo com o plantel que permanecer. Como torcedor, considero este ano totalmente atípico para a grandeza de nosso clube. E se a descida foi humilhante, esperemos que a cúpula tenha aprendido a lição, responsável esta pelas diretrizes, caminhos que deveremos aceitar, e dependendo, sorrir ou chorar…

  3. Nelson Tchê
    Nelson Tchê

    Naladar,
    Muito boa sua análise em relação ao ano que termina assim como a forma de pensar 2018.
    Disputar a série B, embora dolorido era mesmo o que nos restava, fruto do lamentável trabalho de 2016 de nossos dirigentes treinadores e jogadores (grau de responsabilidade nessa ordem).
    O ano de 2017 não ganhamos absolutamente nada, subir para série A nada mais era que nossa obrigação, pois nem se compara os elencos e estruturas que estavam em jogo, o que surpreende é não termos capacidade de chegar em primeiro e ficar com o título. Lamento muito também o pouco caso com os outros campeonatos mencionados por você, como se a série B fosse assim tão difícil que todo esforço possível só poderia ser direcionado pra ela… francamente, sabemos que poderíamos mais. Até porque, por tradição e pelo nosso tamanho pelo menos um título por ano está no nosso histórico recente.
    Outra situação que sempre foi uma desculpa, é que não jogamos bem contra times considerados pequenos, será que aprendemos agora? Ano que vem com base nessa experiência não deverá ter mais essa desculpa, se quisermos alguma coisa maior, não podemos perder tantos pontos nesses jogos mais fáceis.
    Torço também para que dê certo nosso técnico, mas para isso ele precisa ser firme na proposição de reforços, sem essa de fechar com grupo , que é bom , etc… Precisamos de laterais, um grande zagueiro e pelo menos um meia de criação que chega na área também e um atacante de velocidade.
    Saudações Coloradas

  4. Bom dia.

    Graças a deus que o ano esta terminando.

    A unica coisa boa esse ano foi voltarmos para a Serie A, o que cá entre nós não fizemos mais que a obrigação ( tinha que ter voltado em primeiro ), mas…. voltamos.

    Para o ano que vem, tenho minhas desconfianças, nunca nos damos bem com apostas, normalmente não duram 6 meses e ai recomeça tudo de novo.

    Concordo com você, temos que parar de montar time no decorrer do campeonato, uma contratação pontual e diferenciada no meio do campeonato, até para suprir alguma saida na janela, OK, mas o problema é que parece que voltamos aos anos 90.
    Onde todo o campeonato era a mesma historia, a mesma desculpa, TIME EM FORMAÇÃO.

    Acrescento mais um detalhe e importante:

    POR FAVOR PAREM COM DESCULPAS, tipo:
    O campo é ruim
    São muitos jogos, não da tempo para treinar
    precisamos poupar
    Ai não tem jogo, é porque o time só treina e não tem ritmo
    Porque esta chovendo
    Porque esta ventando
    Porque esta muito quente
    Porque o time adversário joga retrancado
    Porque o time adversário joga em casa e precisa da vitoria
    Porque o time adversário não tem o que perder
    Um campeonato atrapalha o outro
    Vamos abrir mão de um para focar no outro ( ai não ganha nenhum )
    Agente entrou desconcentrado

    Vamos deixar de ser o time das desculpas prontas e vamos tratar de JOGAR FUTEBOL, o que não fazemos
    a mais de 2 anos.

    Se vamos ter um time limitado, OK, mas que se jogue como se fosse o ultimo prato de comida, que se tenha organização e que busque o gol do primeiro ao ultimo minuto.
    Que perca a mania IRRITANTE, de fazer um gol e achar que acabou o jogo.
    Trata de administrar jogo somente depois de estar ganhando de 03 gols.

    Concordo com você:

    Beira Rio, é a nossa casa, qualquer outro resultado que não a vitoria, não pode ser.

    Precisamos urgente de quando for jogar fora, achar que o empate é um otimo resultado, precisamos jogar para ganhar, se no final empatar, paciência, mas não sair de Porto Alegre já com uma estrategia de jogar pelo empate, pois com certeza vamos perder.

    No mais, vamos apoiar e reerguer nosso clube!

    Desculpe o desabafo, mas entra ano e sai ano e escutamos as mesmas desculpas e isso que muitas vezes trocam direção, treinadores, departamento de futebol e jogadores e os erros continuam os mesmos.
    Parece que não aprendem.

    VAMO VAMO INTER

    • Naladar Santos
      Naladar Santos

      Jairo, obrigado pelo comentário (desabafo). No final do dia somos todos colorados com um só objetivo: ver nosso Inter gigante de novo.

    • Luciano

      Jairo, eu não tenho as esperanças que talvez devesse ter. A Direção sequer consegue inflamar a torcida ao menos no discurso e em algumas ações concretas. Estamos vendo a mediocridade e a falta de soluções tomarem conta. Esse elenco já vai entrar 2018 cabisbaixo pela péssima campanha na série B contra adversários risíveis. Sem falar na bisonha perda do Gauchão. A escolha do treinador, que ainda não é treinador e precisará passar por cursos e estágios, demonstra isso.

  5. Alô você Naladar!
    Vamos lá:
    1 – Gosto da ideia do Odair. Mente arejada, parece estudioso, não tem vícios de origem e uma vontade MALUCA de aparecer para o mercado, alé de estar em lua de mel com os jogadores. Mas aho que o problema não é aí, e sim na direção de futebol que não da suporte, por não ter competência para tal. Bem intencionados? TAlvez, mas estou falando de conhecimento de um negócio chamado futebol.
    2 – TAmbém entendo que não se pode ahar que o time está bem porque ganhou o campeonato GAúcho, entretanto se não ganhar podemos aquilatar que há algo errado, certo? Então é válido, entendo eu.
    3 – Com premiação diferenciada ná próxima edição, a CB vai ser mais disputada. Muitos clubes a colocaram em evidencia , pelo menos.
    4 – Aí está um campeonato que entendo ser possivel um bom desempenho. Tomando por base o campeonato da série “A” deste ano, temos como campeão um time que não nos segura na poltrona para ve-lo, tão pouco é o seu desempenho. Mesmo assim,foi campeão com antecedência e com 10 pontos de vantagem sobre o segundo colocado. Conclui-se que o nível não era bom, muito pelo contrário. Minha opinião é de que aí temos chances, desde que se estruture o mínimo possivel.
    5 – Tite é expert em falar de DR (desempenho e resultado)Um se apoia no outro. Normalmente se o desempenho é bom o resultado vem, mas as vezes o resultado vem mesmo com um desempenho aquém do esperado. De qualquer sorte o binômio é a meta, se os tivermos em alta, salvamos o 2018.
    Coloradamente,
    Melo

    • Naladar Santos
      Naladar Santos

      Melo, estamos na mesma página. Sempre me esforço para ver o copo meio cheio. Entre os otimistas e realistas, tento ser realista. Quer ver uma coisa que está me incomodando: 37 dias de férias, sim, nossos jogadores vão ficar 37 dias de férias. Depois vão reclamar da falta de tempo para uma pré-temporada melhor. Pergunto: por que os jogadores não podem se reapresentar no dia 27/12, quando já teriam gozado os 30 dias de férias legais? Qualquer trabalhador brasileiro cumpre com esta lei. Tudo bem que é véspera de ano novo, mas poderiam abreviar algumas coisas, como aqueles exames iniciais e tirar um pouco das férias do corpo, para no dia 02/01 já partirem diretamente para os treinos físicos. São estas coisas que reduzem minhas esperanças.

      • Alô você Naladar!
        Não havia me apercebido do detalhe das férias, meu bruxo. Realmente uma explicação convincente à torcida seria de muito bom alvitre.
        Coloradamente,
        Melo

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