Caros Blogueiros do ARQUIBANCADA COLORADA
No dia 28 de junho, tivemos a reunião ordinária do Conselho Deliberativo do SPORT CLUB INTERNACIONAL, onde foram analisadas as contas do exercício de 2009.
Antes de comentar os fatos ocorridos na sessão, cabe-me informar que nenhuma informação aqui contida está relacionada à quebra de sigilo junto àquela Casa, à qual eu honrosamente componho, POR SE TRATAREM DE FATOS JÁ ANALISADOS PELO PLENÁRIO E, PORTANTO, PÚBLICOS.
Também cabe-me repugnar a ação daqueles que, de maneira desrespeitosa à instituição INTERNACIONAL, vasam informações para a mídia antes de serem devidamente apreciadas por quem de direito. A busca de sucesso, de espaço em meios de comunicação não pode ser maior do que as obrigações para com o clube.
Soube-se, pelo jornal de maior circulação no RS, que havia erros nas Demonstrações Financeiras do INTER, e que o Conselho Fiscal iria sugerir a adição de ressalvas nos mesmos. Confesso que me senti desconfortável ao ver assunto de tamanha relevância sendo mencionado naquele jornal enquanto eu, Conselheiro do Clube, sequer havia recebido cópia do material prévio à reunião.
Ao receber o material e lê-lo, inconscientemente influenciado pelas declarações da mídia, fui para a reunião com a convicção de que, caso os pontos conflitantes não fossem devidamente esclarecidos, eu votaria pela reprovação.
Coube ao 2º Vice Presidente, Mário Sérgio, fazer a explanação do ocorrido, o que resumo a seguir:
1) O empresário Sonda possuía participação no passe do atleta Renteria. Na negociação daquele atleta, parte de sua parcela foi mantida no INTERNACIONAL, a pedido do clube.
2) A mesma situação ocorreu na venda do atleta CEARÁ.
3) A aquisição do atleta NILMAR ocorreu em 3 momentos distintos, nos percentuais de 30%, 30% e 40%. O empresário Sonda, no intuito de obter 30% deste atleta, fez um aporte que correspondia a cerca de 9%. Com os valores mencionados nos itens 1 e 2 (recursos que o INTER lhe devia), o investimento total de 30% seria completado.
De acordo com a explanação daquele Diretor do Clube, confirmado pela empresa de Auditoria Externa, todos os documentos referentes às transações encontram-se no clube e foram analisados. Desta forma, não restou dúvidas a nenhum dos Conselheiros presentes sobre o assunto. Uma eventual má utilização dos recursos do clube ou algo que o valha estava descartada.
No entanto, alguns procedimentos contábeis não foram devidamente respeitados, o que gerou o apontamento do Conselho Fiscal e que foi enviado no material prévio a todos os Conselheiros. Este posicionamento, associado ao atraso de mais de 60 dias para a apresentação das Demonstrações Financeiras ao Conselho, geraram este mal-estar, este desconforto para um grande número de Conselheiros, entre eles, eu.
Findas as explicações da Diretoria, assim como a assunção de que alguns procedimentos contábeis não foram devidamente executados, embora nenhum prejuízo ao Clube tenha sido detectado, tanto o Vice Presidente Mário Sérgio quanto o Presidente do Clube Vitório Píffero desculparam-se para com o Conselho Deliberativo, comprometendo-se a melhorar os processos formais relativos à Contabilidade do INTERNACIONAL, terminando, assim, a explanação.
Iniciaram-se, então, os debates orais entre os Conselheiros sobre o assunto que, como sempre, trouxeram novas informações, novas visões sobre o caso, etc. Partiu-se, então, para a votação. O Presidente do Conselho fez duas perguntas ao Plenário:
a) Quem fosse a favor da APROVAÇÃO das Demonstrações Financeiras, que ficasse sentado. Cerca de 40 Conselheiros se levantaram. A grande maioria votou pela APROVAÇÃO (inclusive eu)
b) Veio a segunda questão, onde foi solicitado aos que APROVASSEM COM RESSALVAS se levantassem. Por considerar que alguns pontos ainda mereceriam alguma discussão, foi este o meu voto. Este posicionamento contou com cerca de 70 votos. Os demais 130 Conselheiros votaram pela APROVAÇÃO SEM RESSALVAS.
Ficam apenas 2 pontos que macularam sobremaneira o grande momento democrático de nosso Clube, acontecido na noite do dia 28 de junho:
a) A postura inadequada de alguns Conselheiros ao vaiarem, ovacionarem e, em alguns casos, rirem de posicionamentos de colegas Conselheiros, numa postura arrogante de quem parece se sentir DONO DO CLUBE, DONO DA VERDADE;
b) A falta de civilidade de 2 Conselheiros que, antes de encerrar a reunião, se referiram mutuamente de maneira desrespeitosa, trazendo para dentro do plenário assuntos particulares, um contra o outro, partindo para agressões verbais de baixo calão, não indo às vias de fato pela ação da “turma do deixa disto”.
Ao retirar-me do local da reunião e entrar no meu carro, fui surpreendido com uma reportagem da rádio de maior audiência no RS informando que a reunião havia sido encerrada às 22:00h (equivocadamente, porque encerrou às 23:10h), e que havia havido uma votação confusa onde o Conselho Fiscal havia sido derrotado.
Vejam bem, caros bloguistas do ARQUIBANCADA COLORADA. Não pode um meio de comunicação com tamanho alcance equivocar-se em notícias tão simples, transformando-as em questões que, para quem não estava lá presente, pode gerar uma desconfiança indevida. Não houve derrota do Conselho Fiscal. Ele simplesmente cumpriu com a sua função de trazer à plenário a sua posição. Os Conselheiros é que decidiriam sobre o fato. Há que se ter respeito pelo público e pela instituição INTERNACIONAL e buscar a informação completa para, então, repassá-las aos ouvintes. Penso que a necessidade de apresentar um furo de reportagem, de ser a primeira emissora a relatar o fato, não permite que se busque a informação adequada, passando-a, então, de maneira incompleta. Não quero aqui acusar a emissora, mas sim o profissional que não se esmerou em obter a verdade plena. A busca por uma maior tiragem de jornais, um furo de reportagem, uma premiação por ser o primeiro a relatar os fatos, o sucesso independentemente de como foi alcançado, não pode passar impunemente. Está na hora da imprensa tomar medidas internas de regulação das informações. Sou um democrata e, por conseguinte, amplamente contrário à “mordaça” nos meios de comunicação. No entanto, há que se responsabilizar a todos que, investidos de representantes da mídia, externam meias verdades, seja por pressa na divulgação ou, pior ainda, se tiver o espírito de gerar notícias mais bombásticas, conflitantes.
Saudações Coloradas
Nolci Santos
Conselheiro do SPORT CLUB INTERNACIONAL (Independente)
Coordenador Político do blog ARQUIBANCADA COLORADA






