Classificados tanto para o Mundial como para a final da Libertadores, proponho um tema um pouco diferente para debatermos, mas que tem tudo haver com o contexto atual do nosso futebol… afinal, quem são nossos ídolos?
Primeiro vamos falar em termos gerais: os “Meninos da Vila“, mais especificadamente o Madson e seus mais chegados, aprontaram mais uma. Desta vez pela Internet. Dentre outras bobagens, discutiram com torcedores os assuntos mais impróprios e desnecessários possíveis que culminou na frase antológica: “o que você ganha de salário eu gasto com ração pro meu cachorro“. Daí tivemos o caso Bruno; antes dele ainda, o Adriano Imperador e o Vagner Love também estiveram estampando as páginas policiais de alguns jornais.
Cadê o respeito desses com o Clube e sua torcida?
Lá fora, recentemente, Ribéry, Roonei, Ânderson, dentre outros atletas consagrados no mundo da bola, também estiveram envolvidos em situações vexatórias, dignas de molecagem das mais agudas e amadoras.
Daí é que eu me pergunto:
- Quanto saiu prejudicado a imagem do Santos e do Flamengo após os episódeos citados?
- E em referência aos Clubes de Futebol da Europa, nos casos envolvendo Ribéry, Roonei e Ânderson?
Claro, ninguém é santo e jogador “sempre” teve este tipo de conduta mesmo. Mas lembrem que na história do futebol eles nunca receberam tanto dinheiro com salários e os famosos “DIREITOS DE IMAGEM”!
Acho que atleta, como qualquer pessoa, tem que ter direito ao seu lazer. O que faz nestas horas somente a ele diz respeito, contudo, a imagem de um Time está atrelado ao do jogador, não tem como ser diferente! A conduta extra-campo destes profissionais tem uma relação comercial FUNDAMENTAL para a gestão de um Clube, sem contar as questões sociais, pois estas pessoas são públicas e um espelho imediato aos mais jovens.
Dito isso, explicado esta situação, vamos especificar o tema nos voltando aos atletas do Internacional:
Índio – a história da “mão cortada” até agora está mal explicada!
Fernandão - fez juras de amor pelo Inter, sentiu seu ego ferido com a negatória para seu retorno, falou um monte de besteiras antes do jogo contra o São Paulo e quase se matou em campo de tanto jogar, como se aquela classificação fosse a coisa mais importante de sua vida.
Walter – aprontou, fez e refez até que fosse liberado para jogar na Europa.
Resumindo o outro lado da moeda… o Índio estava em seu momento de lazer e aquilo foi uma mera fatalidade; já o Fernandão é um profissional e isso justifica tudo que fez/falou; em se tratando do Walter, ele só agiu assim pois buscava o melhor para si.
Mas e o Inter? Mas e o Clube???
Futebol é assim! Até podemos considerar que errar é humano, mas deve ficar ressalvado: treinadores vém e vão, bem como atletas, componentes de comissão técnica e tudo mais que faz parte da equipe. O que fica e que tem de ficar é o reconhecimento do trabalho dos nossos dirigentes (seja em títulos, quadro associativo, patrimônio, etc.) e o mais importante de tudo, o amor incondicional do torcedor que perpetua crescendo a cada um desses momentos!!!
Devemos parabenizar nossos jogadores bem como cobrá-los quando se fizer necessário. Reconhecimento e “corneta” fazem parte do negócio. Contudo, o amor e a idolatria devem estar no Clube, na Instituição! Os tempos mudaram, ídolos mudam de camisa e discurso quando bem lhes aprouver, como trocam de cuecas. Mesmo recebendo fortunas em DIREITO DE IMAGEM, estão pouco preocupados com a contraprestação, com o futuro do Time, com o planejamento estratégico ao qual estão engajados. Óbvio, não podemos generalizar a classe, mas pelo sim ou pelo não, sou mais o meu Inter mesmo.
Jogadores são peças de uma engrenagem e todos tem prazo de validade!!!
Parabéns a Diretoria comandada pelo Dr. Fernando Carvalho que em um espaço tão curto de tempo, colocou o nosso Colorado em um lugar de destaque do qual JAMAIS deveria ter saído.
Saudações Coloradas!









