Arquivo por categoria Depoimentos Colorados

Dari Graniel – Curitiba/Paraná

Acordei, Acordei? Eu nem dormi. A meia noite coloquei a Costela para assar e as 7 horas chegaram lá em casa 2 amigos: 1 Coxa Branca (Coritiba) Everson e 1 da “Azenha” (coisa de louco) Paulinho.

Início de jogo, nervosismo, um gole de vodka com suco de manga daqui outro dali, no intervalo uma lasca de Costela. Nestas alturas minha esposa e as 2 filhas que não eram muito ligadas em Futebol já estavam fardadas do meu lado. Tamanho sofrimento, vieram ser solidárias a mim.

Cortando a Costela senti um calafrio e me veio a inspiração para falar: VAMOS GANHAR ESTE TÍTULO. Acho que era meu Velho Pai e meu Irmão que haviam falecido a pouco tempo me avisando. Eles que me encaminharam para esta nova Família.

Quando o Iarlei pegou aquela bola, olhou, viu de um lado um garoto com muito futuro e um companheiro com mais bagagem, não teve dúvidas: vou para o Gabiru, o Gabiru foi pra Galera e nós fomos à loucura.

Não lembro de mais nada, pois não assisti mais ao jogo, apenas me ajoelhei, rezei, rezei, rezei e até hoje agradeço a Deus pelo presente. Eu sendo um Campeão do Mundo FIFA dediquei o título ao Seu Alberto (meu Velho Pai) ao Ary (meu irmão) que, lá de cima, nos ajudaram.

Coitado do Mauricio, meu vizinho e funcionário do Coritiba. Ele me disse no sábado que não teríamos chance, assim como a maioria achava, pois o Barcelona era uma seleção. Falei a ele que Seleção também perde, e daí ele teve que me agüentar “Mauricio, eu sou Campeão do Mundo FIFA”.

E a festa só terminou, nem sei que horas, era tanta emoção.
Saudações Coloradas!!!!!!

 

Tags: , ,

David Myers – Texas/EUA

Em 17 de dezembro 2006, eu me acordei muito cedo, antes das 4:00 h, porque o jogo começou mais ou menos nessa hora.
Assisti ao jogo e o gravei na fita (VHS)…quando o Gabiru marcou o gol, eu não pude gritar muito alto, porque a hora foi tão cedo…

Então eu me ajoelhei no chão, batei meu punho no chão, gritando baixo….dançei !!! Depois do jogo eu liguei para dois dos meus amigos em POA para celebrar nossa vitória!

Ainda quando eu penso nessa vitória, eu me sinto muito orgulho no meu coração!

“AMERIÚCHO – Americano e Colorado, Campeão Mundial FIFA”

Tags: , ,

Rodrigo Possamai – Grenoble/França

Certa noite os sons normais de uma madrugada desapareceram.
Apareceram os ruídos tensos, ansiosos, ambiciosos de um contexto vermelho e branco.
O sol que a pouco teria iluminado o outro lado do mundo conhecia Porto Alegre.
Brancos, pardos e pretos.
Misturados igualmente.
Vibrariam o ápice sempre sonhado.
A emoção extrema da satisfação alcançada.
A história era desenhada.
O mundo era tomado pela alegria Colorada do Mundial Internacional

 

 

  Il y a que INTER ! Allez INTER, allez INTER !

Tags: , ,

Alexandre Massotti – Goiânia/Goiás

“ Preferi assistir ao jogo sozinho, em casa. Me preparei, fiz minha oração e algumas promessas. O coração não me obedecia. Estava sobre o comando da emoção. A emoção de estar decidindo o título mundial, em Yokohama, do outro lado do mundo, no Japão, contra o temível Barcelona/ESP. A tensão prevaleceu durante todo o tempo, hora com as defesas do Clemer… os desarmes do Ceará… a raça e a garra do Índio. A substituição de nosso eterno capitão, por incrível que pareça, não me assustou. Até hoje não consigo entender, mas naquele momento acreditei que fosse possível. E foi. O lance espetacular do Iarley e a conclusão certeira… precisa… por que não dizer cirúrgica do Gabiru me trouxe uma emoção inexplicável. Daquele momento até o final, foram minutos extremamentes longos, intermináveis… que foram selados com lágrimas… um choro compulsivo de felicidade… e o grito de CAMPEÃO DO MUNDO FIFA 2006.”  

 

“ O Inter é a minha paixão; Colorado meu coração.” 

Tags: , ,

Rod Cardenas – Toronto / CANADÁ

Quando o INTER disputou a final do Mundial, eu tive que tirar férias e ir para Porto Alegre, tinha que estar lá para viver esse momento, estar na minha cidade com minha família e amigos. Eu tinha que respirar na terra do futebol de novo. E não teve coisa melhor que ganhar um Mundial de maneira indiscutível e merecida, jogando bem em cima de um adversário considerado por TODOS imbatível.  Quando terminou o jogo Inter X Barça foi aquela alegria e orgulho de ser Campeão Mundial FIFA, que todos nós só tinhamos na nossa imaginação se tornando uma realidade, uma alegria nova, inédita para nos Colorados!!! Sentimento de orgulho de ser Colorado, gaúcho, BRASILEIRO!!!

Se Deus quiser esse ano tem mais!!!

AVANTE COLORADO!!!!

Tags: , ,

Cariuxa – Rio de Janeiro/RJ

Estava na minha casa no Rio de Janeiro. Passei a véspera da madrugada do jogo no tópico “Vigília Colorada” na comunidade do Inter no Orkut e no MSN conversando com amigos Colorados. Minutos antes do jogo, fui à padaria comprar um passatempo recheado. Sempre que eu como antes dos jogos dá sorte. Depois foi só esperar o jogo terminar e comemorar.

Eu tava tão confiante que não pensava no pior… O que me deixou super confiante foi a conversa que tive com o Fernandão na véspera da viagem ao Japão. Ele veio ao Rio pra festa do Craque do Brasileirão e falei com ele lá no Teatro Municipal. Comentei com ele: “Que pena que vocês (ele, Iarley, Índio e Fabiano Eller) vão perder a festa de despedida que a torcida fará amanhã em POA“ e ele disse: “Festa bonita será a da volta com a taça na mala”. Ele falou super convicto. Na hora me emocionei e pedi: “me traz a taça… será o meu presente de aniversário”, sou de 18 de dezembro, e abracei ele.

 O final a gente já sabe… quando acabou o jogo senti uma emoção muito grande. Difícil descrever com palavras. Foi sem dúvida o dia mais feliz da minha vida e o melhor aniversário de todos!!!

Tags: , ,

Cristiano Reis Flores – Coimbra/Portugal

17 de dezembro (novembro): A construção de um sonho

O tempo, realmente, é o senhor da razão, capaz, até mesmo, de nos permitir realizar uma releitura do passado.  Falo, sobretudo, do ano de 2002, que jamais saiu de minha memória.

Todos os colorados recordariam tal ano como ‘aquele a ser esquecido’. Não preciso recorrer, em pormenores, aos acontecimentos. Basta lembrar do seu término, no prematuro mês de novembro (17.11.02), naquele infindável jogo contra o Paysandu.

A história, porém, se bem compreendida e assimilada, nos traz aprendizados. E quem diria que aquele 17 de novembro de 2002, outrora maldito, ressurgiu, nos pés de Gabiru, como um marco a ser, eternamente, recordado.

O apito final do jogo contra o Barcelona, transcorridos exatos 04 anos e um mês (17.12.2006), trouxe-me o sentimento iniludível da formação de um ciclo vitorioso, pautado pelo planejamento, determinação, ambição, e, é claro, paixão. O Internacional tornara-se, enfim, do tamanho de seus sonhos.

Que venham outros títulos, tantos!

Tags: , ,

Cláudio Ely – Porto Alegre

No dia do jogo da vida do nosso Inter eu estava na arquibancada superior do estádio em Yokohama, na linha do gol histórico, no meio de um turbilhão de colorados alucinados. Assisti o jogo com um santinho de Santo Expedito na mão, apontando-o para o gramado nos momentos de perigo, como quando da falta cobrada pelo Ronaldinho quase ao final do jogo. Lembro que na ocasião pedi ao santo para não deixar aquela bola entrar, e ela saiu por muito pouco, tenho certeza que por interferência dele.

Terminado o jogo, nós nos abraçávamos loucamente, gritando palavras de ordem e cantando os hinos do clube. Nessa altura, muitos japoneses já haviam se engajado na nossa torcida, pois não havíamos parado um minuto sequer de pular e cantar e isso cativou, sobremaneira especialmente os jovens. Ver a festa dos jogadores em campo, a volta triunfal que o presidente Fernando Carvalho fez enrolado na bandeira do Inter, o entusiamo de todos, a alegria estampada no rosto de cada um, isso vai ficar para sempre na minha retina. Minha ficha realmente caiu quando meu filho Ricardo, que estava comigo, me levantou do chão e gritou no meu ouvido: “Pai, nós somos Campeões do Mundo”. Não deu para segura o choro.

Depois de uma volta demorada até o hotel em Tóquio e de alguns telefonemas chorosos para os filhos no Brasil, fomos até um bar que havíamos descoberto perto do nosso hotel. No bar, no meio de tantos colorados quantos ali cabiam, comemos pizza, bebemos chop e cantamos até que o serviço foi interrompido – eles não gostam de algazarra. Dormir depois foi um problema, mas, pensando bem, para que dormir depois de ser testemunha do maior feito do nosso Inter?

 

Tags: , ,

Vlamir Santos – São Paulo/SP

Já se passavam 6 dias em que estávamos na terra do sol nascente. A adrenalina sempre no teto, muito Red Label no quarto do meu querido amigão Nego Mário, com o qual se juntou o Nolci. Era a madruga do dia 16 para 17, me lembro do Nego Mário, ao telefone para a recepção do hotel: “ Ice, Ice….”, naquele seu “inglês bageense”. Dava uns cinco minutos e tinha um japa na porta com um balde de gelo.

Finalmente havia chegado a hora de irmos para o estádio e havia a distribuição dos grupos nos ônibus, pois tínhamos um belo deslocamento para fazer de Tóquio a Yokohama. Era nítido que estávamos todos embriagados pela certeza que iríamos ganhar. Mas na verdade, todos estavam querendo era passar tranquilidade para os que estavam próximos. E isto foi contagiando, formando uma corrente de otimismo incrível.
E veio o jogo. O nervosismo tomava conta. No segundo tempo eu já não tinha mais voz, e o time se desmantelando. O Fernandão saindo e o Índio sangrando. Fui para o para-peito da Arquibancada e bem, mas bem na nossa frente, saiu o gol do Gabiru. Meus amigos, a emoção foi total… Muitas emoções iguais a esta, pelo andar da carruagem, certamente ainda terei. Mas a primeira a gente nunca esquece .

 

Conselheiro da Confraria Tambores de Yokohama – Gaúcho radicado em São Paulo

Tags: , ,

Rejane Corrêa Menezes – Porto Alegre/RS

Eu estava no Parque Harmonia, assistindo num telão ao jogo com minha filha e minha irmã. Quando o Gabiru fez o gol eu fiquei de joelhos chorando e rezando agarrada na imagem do Santo Antônio que eu tinha em minhas mãos, até o final da partida. Alguém tirou uma foto de nós três e colocou na primeira página do site da Globo Esporte.com que terminou sendo vista no Japão por meus amigos. A foto é um abraço de choro das três no chão que emociona até hoje quem vê. Ficou marcado na história do Internacional este momento meu.

Diretora de Comunicação Social – Sport Club Internacional

Tags: , ,

Mauricio Burmann Lopes – Bento Gonçalves/RS

O SEGUNDO DIA MAIS FELIZ DA MINHA VIDA … Lá no final desta história vocês vão saber por que este foi o segundo dia mais feliz da minha vida.

Na noite que antecedeu o jogo do Inter contra o Barcelona, a final do MUNDIAL FIFA 2006, eu tentei dormir cedo, mas é óbvio que não consegui. Durante o dia, um grupo de Colorados, que mais tarde se tornaria a CONFRAINTER-BG, reuniu-se no mesmo local de sempre, num bar em Bento Gonçalves chamado “Viajando na Maionese”. É óbvio que toda a roda composta por homens que falam de futebol também é acompanhada por várias loiras geladas. Em nossa mesa havia aqueles que estavam com os pés no chão quanto ao resultado e isso era normal, afinal enfrentaríamos o melhor time do mundo. Mas o meu sentimento era diferente, era positivo, pois acompanhei de todas as formas tudo o que foi possível sobre este jogo, através do rádio, TV, inclusive gravando mais ou menos 12 DVDs com reportagens de todos os canais que mostravam os bastidores do grande desafio Colorado.

O dia passava, a angústia e a apreensão aumentavam. Eu precisava descansar para acompanhar o jogo que iniciaria as 08h 30min. Deitei na cama por volta da meia noite, ligado no rádio e tentando dormir. A minha esposa também estava aflita, mas nesse momento já estava dormindo.

Não lembro muito bem à hora em que ferrei no sono, mas lembro de acordar muito assustado, pois achei que havia perdido o inicio da partida. Eram apenas 04h 30min da madrugada e dali em diante não fechei mais os olhos. Eu estava com o coração acelerado, chorava sem ao menos ter iniciado a partida. O dia amanheceu e como eu havia prometido, juntamente com o meu amigo Marcelo Postal, atual presidente da CONFRAINTER, desembarcamos dos nossos carros em frente ao Viajando na Maionese exatamente às 06h 20min, juntamente com o Carlinhos, o dono do bar.

Ah, tínhamos que tomar café e por volta da 07h pedimos dois pastéis de queijo para cada um e, é óbvio, uma cerveja bem gelada, que era para regular um pouco do nervosismo.

A angústia, os batimentos cardíacos e a lotação do bar aumentavam na mesma proporção. Olho no jogo, ouvido no rádio e fim do primeiro tempo, enfim, um momento para respirar do lado de fora do bar e recarregar as baterias.

Inicia o segundo tempo, a pressão do Barça aumenta e ao mesmo tempo a minha certeza em um resultado positivo também aumentava, pois eu tinha certeza de que seríamos campeões. Aos 36 minutos do segundo tempo aconteceu o que eu já sabia. Adriano Gabiru recebe a bola de Iarley e encobre Victor Valdez e o goleiro espanhol só tem o trabalho de ver a bola nos fundos da rede.

Não lembro muito bem como fui parar do lado de fora do bar. Alguns amigos dizem que cruzei entre as grades de uma janela, mas foi à melhor sensação que o meu corpo já sentiu. Após o gol, sentei em baixo de uma árvore de um condomínio que fica em frente ao bar e comecei a rezar para que a partida acabasse e num certo momento uma senhora de bastante idade me abordou perguntando o que estava acontecendo comigo e se eu precisava de uma ambulância. Acalmei aquela querida senhora, expliquei a ela o que estava acontecendo e pedi para suspender a ambulância, pois faltavam apenas 5 minutos para o mundo explodir em vermelho. Antes mesmo de acabar o jogo, presenciei uma das cenas mais emocionantes da minha vida, vendo o meu pai, gremista, entrando de carro na rua do bar com uma bandeira do Inter e gritando que eu era CAMPEÃO DO MUNDO, que eu poderia comemorar mesmo antes de o jogo acabar pois ninguém mais tiraria o título do COLORADO.

Aquela cena me fez desabar, desabar em choro, alegria, abraços, beijos, enfim, eram mais ou menos 10h 30min e Bento Gonçalves, o Rio Grande, o Brasil, o MUNDO inteiro gritou INTER CAMPEÃO DO MUNDO FIFA. Para encerrar, gostaria de compartilhar o primeiro dia mais feliz da minha vida. Há 20 dias atrás, minha esposa me deu a noticia de que seria PAPAI, e não há algo que possa tocar mais a emoção de um homem do que a noticia de ser PAI!

SAUDAÇÕES COLORADAS


Maurício foi um dos fundadores da ConfraInter de Bento Gonçalves e o primeiro presidente da Confraria.

Tags: , ,

Paulo Ricardo C. Almeida – Bento Gonçalves/RS

Eu sempre acreditei que esse dia tão sonhado iria chegar mais cedo ou mais tarde, chorei copiosamente a derrota do Galvão de 2006, e agora entendo porque, eu não sabia mas meu sonho estava preste a ser realizado.

Bom, pasmem!!! Eu não assisti o jogo Inter x Barcelona, quis o destino que eu tivesse vestibular no mesmo dia e na mesma hora, até hoje não sei como fiz aquele vestibular, tudo que lembro que por volta das 10 h e 30min a professora que cuidava a prova disse o seguinte: “Colorados o Inter fez um gol ta um a zero.”

Desse momento em diante não consegui fazer mais nada, sequer segurar a caneta, ela não parava mais na minha mão, escorria lagrimas dos meus olhos sem parar, entreguei a prova antes do permitido e sai porta a fora correndo, corri 4 km, cheguei em casa e fiquei nu em frente a um ventilador pois o calor era insuportável. Liguei para o meu pai e meu tio que são colorados apaixonados, e aos prantos comemorávamos como se estivéssemos todos juntos.

Passei a tarde inteira assistindo programas que falavam do feito e chorando, assisti a gravação do jogo e chorei do inicio ao fim.

Bom, eu sei que ainda falta alguma coisa na minha vida, é assistir ao vivo meu timer ser campeão mundial, aguardem isso ainda vai acontecer.

Há! Eu passei no vestibular.

Tags: , ,

Agradecimento

O nosso Blog nasceu na virada do dia 16 para o inesquecível 17 de dezembro, com o intuito de comemorar a o terceiro aniversário do Mundial FIFA. Agradecemos a todos aqueles que participaram mandando suas histórias, relatando suas emoções e o sentimento de alegria após o apito final do juiz.

Continuaremos a receber novos relatos daquele dia inesquecível para todo Colorado através do e-mail arquibancadacolorada@terra.com.br. Este espaço também é seu, então participe com a gente em transformar este local nas arquibancadas virtuais do Beira Rio.

Tags: , , , ,

Marcelo Augusto Junges – Blumenau/SC

17 de Dezembro de 2006… A partir das 2:30 da manhã não consegui mais pregar o olho. Aliás, eu estava me retorcendo na cama desde a hora em que me deitei, lá pela meia-noite… Ainda tentei dar uma cochilada, mas foi em vão! Com a mulher reclamando do lado, levantei e fui assistir televisão. Lá pelas 5:00 horas da manhã liguei pra Porto Alegre pra ver se meu pai estava muito nervoso e pela forma como ele atendeu o telefone já comecei a rir do velho, que já sabendo que era eu quem estava ligando, trocou o alô por um grande e sonoro: Fala guri!! Tá nervoso???!!  Começamos a chorar um de cada lado da linha e entre comentários da escalação prometemos um tomar uma cerveja pelo outro caso o Inter fosse campeão…. Se o álcool das cervejas que eu tomei após a vitória tivesse feito efeito no velho, ele teria ficado em coma alcoólica uns 3 dias… RSRSRSR!!

Me doeu  muito não estar ao lado de meu pai naqueles momentos…

As emoções durante o jogo, minuto a minuto e lance a lance, eu poderia escrever num livro de 100 páginas…  Porém, nesse meu depoimento resumo que o meu maior sentimento foi de não estar naquele momento em Porto Alegre pra ver junto com ele as ruas da cidade que mais amo, literalmente manchada de Vermelho e Branco !

Torcer na distância é difícil, mas pelo INTER vale a pena !!

E a ti pai, apesar de não estares mais entre nós, saibas que te agradeço a maior herança que deixaste pra mim, que foi a de ter nascido do teu sangue COLORADO !!!

Band_SC

Tags: , ,

Nolci Santos – Porto Alegre/RS

Após o gol do Gabiru, eu não tinha mais voz. Mal havia me recuperado do jogo contra o Al-Ahly, tanto que resolvemos comprar tambores para nos ajudar a empurrar o Colorado contra o Barça, e a voz havia ido embora novamente. Mas faltavam uns 10 minutos. 10 infinitos minutos. Eu tentava gritar. Olhava para trás e via Colorados chorando, se abraçando, rezando, olhando para cima, sentados extasiados…..e eu queria que todos ficassem de pé e continuassem a gritar. O inimigo era poderosíssimo. A qualquer momento poderíamos sofrer um gol. Portanto, deveríamos fazer a nossa parte. Mas nem eu conseguia gritar. O desespero tomava conta de mim. Um sonho tão distante estava tão perto. Não poderia fugir. E aquela falta, no grande círculo, o Ronaldinho se preparando…..meu Deus….NÃO.

E o jogo seguiu até que o juiz levantou os braços e apitou o fim da partida. Eu lembrei-me de levantar o rosto e gritar: OBRIGADO SENHOR!

E, ao baixar, encontrei-me com o Vlamir, onde nos abraçamos e ficamos cerca de 10 minutos chorando. Eram lágrimas de alegria pelo título, de agradecimento aos meus tios, que me fizeram ser Colorado e que já não estão mais conosco, de homenagem à minha mãe, Colorada, que sempre me apoiou. Eram lágrimas de desafogo pelos longos anos de sofrimento. Pelo peso que minhas filhas não mais teriam que carregar. 

Após procurei os grandes amigos Colorados que fiz no Japão: René, Nêgo Mário, Marcelão, Paulão, Giovanni, Rodrigão, os “irmãos metralha” (Wainberg), etc…Eram mais lágrimas e abraços.

Ao retornarmos para o hotel, todos tinham o mesmo desejo: queríamos nos teletransportar para o Brasil para poder festejar com toda a família colorada. Como isto ainda não é possível, nos contentamos em passar no McDonald’s e, no bar do hotel, comprar um monte de cervejas Saporo. Nos amontoamos num dos quartos e cantamos até a Gerência do hotel aparecer.

Daí fomos dormir…..com a alegria de sermos CAMPEÕES MUNDIAIS FIFA.

Tags: , ,