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A Vuvuzela acordou o Tigre

Muita coisa estará em jogo à partir das 21h50m de hoje. Além da vaga para final que poderá nos levar ao Bi-Campeonato da América, de brinde garantimos vaga para o Mundial FIFA em dezembro, com a passagem do Chivas Guadalajara pelo Universidad do Chile na terça feira. E além disso tudo…. bem, o tempo mostrará que MUITA COISA estará em jogo, mesmo.

No momento que escrevo este texto, Robinho ergue a taça de Campeão da Copa do Brasil, para o Santos. Imediatamente me vem a mente a cena que tive que presenciar no Gigante o ano passado, quando aquele time paulista que ganhou de presente o campeonato brasileiro de 2005, ergueu a mesma taça bem em nossas barbas.  Deboches e ironias vindos de um jogador cujo caráter é tão grande quanto a quantidade de títulos internacionais deste time, me fizeram desejar como nunca a Libertadores 2010.  E mostrar para o engraçadinho mau caráter um TÍTULO DE VERDADE.  E ele, se Deus quiser, está bem próximo.

Não posso deixar de comentar o SHOW da torcida colorada na quarta feira passada, ao executar as “Ruas de Fogo”.  Destaque nacional e internacional em um belo espetáculo de criatividade. A SporTV registrou:

CLARO, que aqui pelos pagos a corneta pegou solta, afinal NÃO ERA a torcida preferida da Imprensa azulada do RS que estava dando espetáculo. Como sou masoquista me dei o trabalho de escutar os “comentários” sobre o evento: faltando MAIS DE  50 MINUTOS para o inicio da partida, a fumaça branca tomou conta do gramado do Gigante erguido a beira do rio e o “fog” fez a torcida viajar até 16 de agosto de 2006 quando o mundo viu a América ser pintada de vermelho e a imagem registrada do “caldeirão fumegante” eternizou aquele épico momento.  Mas os “professores” de plantão demonstravam toda a sua preocupação “com a fumaça que ia prejudicar o espetáculo…” “que a BM tinha proibido….” “que estragava a festa…” no que era seguido pelo bando de foquinhas amestradas que repetiam o mesmo mantra  do “guru”.  Mais de uma hora depois, durante jogo,  a única fumaça presente ao Gigante era a da raiva que devia estar saindo da cabeça dele, ao ver o INTER Grande do SUL, amassar o SP.

E era só o que faltava. Depois de passar quase um mês ouvindo aquele barulho irritante daquelas vuvuzelas que me faziam ter a impressão de estar sendo perseguido por um enxame de abelhas,  os caras agora querem cornetear o bonito espetáculo proporcionado pelos sinalizadores. Sou totalmente contra o uso indiscriminado e quando ele prejudica a partida em si. Mas esse, definitivamente, não foi o caso.  Será que se, junto com o brilho do fogo e da fumaça, tocasse aquela buzina irritante seríamos poupado das críticas? Isso eu não sei, mas que deveriam tocar fogo naquelas cornetas, isso deviam.

E o Roth ….. Bom…eu fui um dos que torci o nariz para contratação dele.  Não queria o Luiz Felipe (depois de 2002 ele ganhou alguma coisa?). Torcia pelo Abel e pelo estilo de “sacudir” o vestiário e botar o time para trabalhar, que era isso que estava faltando.

Vai encarar, São Paulo????

Mas o carrancudo Roth está  fazendo o tema de casa. Fez o óbvio, TREINOU, e o resultado está aí. E – esticando a mão à palmatória – acho que o cara mudou. Domingo ele chamou o Derley do banco de reservas e a torcida reagiu pedindo Taison.  Se fosse há 10 anos atrás ele era capaz de tirar o Taison das próximas 10 partidas, só de birra (Lembram do Chiquinho conosco e do Ronaldo Gaúcho na Azenha ?). Pois não é que ele voltou atrás e botou o Taison, que retomou o futebol do inicio de 2009 ?  Golaço do nosso técnico.  Na maioria das vezes, o ÓBVIO é que deve ser feito e até as cadeiras das sociais do Beira Rio sabem o que está errado. Só o Fossati, que com todo aquele olho arregalado dele que  não via.E hoje a noite… Bueno… é só jogar o que sabemos jogar.  Simples. “Olho de tigre” para o adversário. Temos muito mais time, mais vontade e , eu tenho certeza, os Deuses do futebol ao nosso lado.

José Antonio Puerta – Porto Alegre/RIO GRANDE DO SUL
Como é bom ser Colorado!

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Lágrimas de um Campeão

1. Sucesso absoluto o evento comemorativo aos 42 meses da conquista do Mundial FIFA promovido pelo Blog, no Geraldo Santana, no último dia 17. Os mais de 200 Colorados presentes foram presenteados com cenas de rara emoção.

2. O ápice do cerimonial foi quando Luís Carlos Machado – o nosso Escurinho -, visivelmente emocionado, declarou para todos que nunca havia chorado em nenhuma conquista de títulos em sua vida.
Até o dia 17 de dezembro de 2006, quando chorou copiosamente ao sentir-se Campeão Mundial FIFA.

3. Dizer que o discurso do Vice Presidente de Comunicação Social do Internacional, Gelson Pires, tocou a todos não é novidade nenhuma. O homem é um verdadeiro artífice das palavras. Eu resumiria em uma frase do discurso o sentimento dele e de todos os presentes: “Se não acredita que vamos passar por cima do São Paulo nos dois próximos jogos, não vá. Nós só precisamos de VERDADEIROS COLORADOS. E quem não acredita não merece ser Colorado“.

4 . O Diretor de futebol Giovanni Luiggi também foi uma presença de destaque no evento. Em seu discurso contundente, Luiggi elogiou – e muito – o posionamento e as ações do Blog Arquibanca Colorada e também demonstrou a sua admiração pela Força Feminina Colorada, também representada no evento, por diversas integrantes.

5. Em uma demonstração de afinidade e sintonia com as diversas correntes do Clube,  o Blog contou com a presença de vários Movimentos  Politicos: Inter Grande, Inter Ação, Inter Maior, Ação Independente Colorada . Destaque com as presenças já rotineiras aos eventos do Arquibancada, do Conselheiro Everton Rocha e do grande Colorado Daniel Chiodelli, ambos da Convergência Colorada.

6. Tive a oportunidade de dividir a mesa com o meu amigo e grande Colorado, o DJ Rodrigo Flôres.  O homem é uma figuraça ímpar que esteve presente em dois dos grandes momentos recentes do Internacional:  em Yokohama 2006 e em Dubai 2007.

Aliás, a Confraria que reune os Colorados que foram ao Japão, tem o seu nome diretamente ligado a uma ação pessoal do Rodrigo e do nosso Blogueiro Vlamir Santos, nosso ilustre representante na capital Paulista e meu “tio emprestado”:  foram os dois que, literalmente, viraram Yokohama de cabeça para baixo, para descobrir algo que desse para “fazer um barulho” no estádio. O resultado? Compraram um Tambor….

7. E o cara, além de tudo, é um baita profissional na área que atua – é um dos DJs mais requisitados do Sul do Brasil. Sem nunca perder a humildade que Deus lhe deu. Prestigiou o nosso evento, demos boas risadas juntos e jogamos bastante conversa fora.

8. Seria bom que todas as pessoas, Coloradas em especial, tivessem a postura do meu amigo DJ Rodrigo Disco e de vários outros grandes Colorados presentes ao jantar. Apesar de terem tido a felicidade de possuirem condições pessoais de assistir ao vivo as maiores conquistas do nosso Inter,  não se julgam “donas” do dia 17 e mais Campeões Mundiais FIFA que os demais.

Que o nosso grande campeão Escurinho não nos ouça. Ele responderia do alto da simplicidade que sempre teve, que o Clube do Povo do Rio Grande do Sul não tem espaço para uma atitude tão ridícula quanto esta.

Apesar de assistir nosso eterno Capitão Fernandão erguer a Taça  a milhares  de quilômetros de distancia, no sofá da sua sala, ele também é um legitimo Campeão do Mundo FIFA.

José Puerta – Porto Alegre/RIO GRANDE DO SUL
Como é bom ser Colorado!

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Volta Fernandão! Ou não!

Nesta segunda (22/03) pela manhã, ao abrir o jornal me deparei com a notícia sobre uma “vaga possibilidade” (ou não tão vaga!) volta do Fernandão para o Inter. E tive a certeza que toda a polêmica sobre o assunto estaria de volta. E acertei! 

Já tem Twitter “@VoltaF9”, email para uma espécie de “abaixo assinado”, tópicos pipocando por todos os lados…. 

E o Arquibancada Colorada não podia ficar de fora!
Reunimos posições de alguns de nossos blogueiros sobre este assunto e publicamos abaixo. Participe, comente! 

Deixe sua posição sobre o assunto que está “mexendo com todos os colorados”! Volta F9! Ou não! 

F9 VOLTA LOGO!
Por Nelson Cerqueira 

Sei que “corneta” depois de um jogo como o de domingo com o Pelotas, com aquele empate irritante no finalzinho da partida é muito fácil, mas infelizmente acho que os caminhos do nosso atual camisa 9 não estão se cruzando com os planos do clube… Será que as três ou quatro chances claras de gols seriam desperdiçadas por outro centroavante? 

Creio que essa falta de gols nos últimos jogos e o excesso de gols perdidos tem muito a ver com sistema tático, mas e a falta de sorte? E bolas na trave?
Acho que está faltando algo chamado “ESTRELA” e que é o que sobrava em nosso Capitão F9. Lembro que mesmo ele também teve fases complicadas no Inter, jejum de gols, onde a bola teimava em não entrar… Mas em compensação não consigo lembrar de um jogo importante onde ele tenha se omitido do jogo, mesmo não tendo grande atuação e não podemos esquecer que era predestinado a fazer história no Inter, onde iniciamos um longo período de supremacia aqui no RS e quando não pudemos ser campeões ficamos quase sempre entre os finalistas de quase todas as competições desde que ele estreou no Beira-rio naquele inesquecível gre-NAL do gol 1000. 

Todos nós sabemos que o tempo passa, que há limitações por idade, mas duvido muito que o ataque do Inter com nosso Capitão do Mundo em campo consiga jogar menos, ser menos efetivo que o atual. Nada contra os que estão em campo, nem aos que são eventualmente escalados mas acho que falta algo, falta estrada, falta sorte… Sei lá…mas muitas vezes sobra mediocridade e assistimos jogadas equivocadas. 

Alguns ídolos são importantes não só por sua competência dentro de campo, mas também pela liderança no grupo e respeito das equipes adversárias e há essa carência hoje no Inter.
Convenhamos que já somos afortunados por sermos Colorados e Campeões de tudo, mas não seria demais pedir aos Deuses do Futebol que novamente iluminem nosso Capitão Fernandão F9 e conduzam-no novamente ao Beira-rio, para sermos todos felizes novamente. 

VOLTA LOGO, FERNANDÃO!
Por Luciana Monteiro Michel 

Em agosto do ano passado, me fiz a pergunta que a grande maioria dos colorados se fez naquela época e que está se fazendo novamente, desde pelo menos hoje pela manhã…. Será que o Fernandão deve voltar? Será que eu quero o Fernandão de volta? Este Fernandão de hoje, será que ele não vai apagar a memória DAQUELE Fernandão de 2006? 

A minha resposta, em agosto e hoje, é a mesma: Eu quero, SIM! Me frustrei demais em agosto quando ele não veio. Me doeu horrores quando vi NOSSO FERNANDÃO com outra camisa! 

O Fernandão faz falta, sim.
O Fernandão será importante, sim.
O Fernandão fará a diferença, sim. 

Nem que seja pela palavra forte no vestiário, pela liderança que hoje sentimos falta… E tenho certeza que ele seria de uma importância sem par no nosso time atual (Se o Fernandão estivesse aqui, tenho certeza que o Walter, por exemplo, não teria pirado…). 

Ninguém cabeceia como ele – e isto, a idade não leva. Posicionamento, visão de jogo, liderança em campo e fora dele… Isto só se aprimora com a idade.
Precisamos do Fernandão. 

Tenho convicção na validade da contratação dele. E se for verdade o que o Fernando Carvalho alegou na época, em agosto passado, nada melhor que contrata-lo agora para selar a paz entre dois dos nossos maiores Fs de todos os tempos! 

Volta, Fernandão! E logo!!! Precisamos de ti! 

FERNANDÃO, DE NOVO!
Por Adriana Paranhos 

Não lembro de um grande ídolo ter voltado para os braços da torcida e ter continuado em paz. Tenho pelo Fernandão a mais alta estima. Como colorada, sei que devemos em boa parte a ele, os maiores títulos de nossa história tão brilhante. Além disso, como jornalista, Fernandão representou o sonho de todo repórter de esporte. Atencioso, inteligente, capaz de entender e se comunicar com o público, usando muito bem as ferramentas que os veículos possuem como instrumento. 

Mas, não sejamos cegos. Infelizmente, ele não é mais o mesmo jogador que comandou o time na Libertadores de 2006, rumo ao mundial. Quando saiu do Inter já não o era. A relação se desgastou com a negociação antes dele ir para o Goiás, mas já ali, pra mim, a diretoria acertou. 

 

Quero o Fernandão sempre na minha lista de heróis colorados, mas não quero ve-lo sucumbir em campo. Quero ele no vestiário, com toda sua liderança, mas não quero ele queimado pela imprensa no primeiro erro que possa vir a cometer. Não que seu tempo tenha terminado. Mas a verdade é que o Fernandão, nosso Fernandão capitão da América, não está mais aí disponível. Nem lá no Goiás. Por todo o respeito que aprendi a ter por este profissional do futebol brasileiro moderno, Fernandão não deve voltar ao Beira Rio para trabalhar. 

Venha nos visitar capitão. Tua presença, desta forma, será sempre um bálsamo para nossa torcida! 

NADA NOVO. DE NOVO.
Por José Antônio Puerta 

Contrariar a obviedade sempre foi uma das minhas manias. 

A minha natureza “do contra” acaba muitas vezes me levando na direção oposta da “maioria”. Agora, por exemplo,  eu vejo a campanha para comover a direção do Internacional, ou sei lá com que objetivo, mas tendo como meta trazer Fernando Lúcio Costa, o eterno Capitão Planeta, de volta ao time. 

Pelo andar da carruagem eu quase tenho dúvidas se é o Fernandão que eles querem ou se é o tão esperado Messias que vai chegar e, antes de dar um jeito nessa baderna que virou a nossa Terrinha criada com tanto esmero pelo Pai dele, vai calçar chuteiras encarnadas e, com cabeçadas certeiras ( ah ! que saudade …) vai mandar para o mármore do Inferno essa fase do “ quase “ em que estamos. Claro que no meio da turma também temos as moças que querem ter as melenas rebeldes do Capitão para poder  apreciá-las mais de perto, mas estas estão fora da minha argumentação pelo simples fato de não ter nada para oferecer em troca, até mesmo porque o salário do Kaká está fora do teto máximo do Gigante erguido a beira do rio. 

Já tive a oportunidade e o privilégio de poder conversar longamente com o Fernandão. O cara é tudo isso que falam e mais um pouco: simpático, atencioso e tem uma humildade rara nos jogadores de hoje (falando nisso o mascarado ainda está entre nós ! ).  Já como jogador do Goiás, ele e o Iarley nos receberam para um bate papo e uma homenagem que preparamos para eles.  Sabe aquela pergunta que tu sempre quis fazer pro Iarley – porque tu passou a bola pro Gabirú e não para o Luis Adriano ? Pois é. Nessa oportunidade eu fiz. E tive a resposta do cara que fez 95% do maior gol da nossa história. Assim.Como se fossemos amigos de longo tempo e batêssemos papo no buteco. Só faltou a Polar, que não estava presente porque eles estavam na Concentração no Holiday Inn. 

E  foi nessa oportunidade que eu vi que o Fernandão saiu na hora certa do Internacional.  Um pouco antes da sua saída ele já não era mais unanimidade no Beira Rio. Já tinha gente, e não era o pessoal aquele que tem a corneta tatuada nos lábios, que profetizava:  F9 não é mais o mesmo.  Eu mesmo achei que em alguns jogos ele estava precisando de um descanso no banco.  Mas tchê, o cara É O CARA. COMO que tu despachas o cara que foi o maestro das nossas maiores conquistas ?  Além de ter aquilo roxo, como já disse um cidadão que habitou o Palácio da Alvorada, tens que ter Argumentos, assim mesmo, com “A” maiúsculo, para isso. 

Quem sabe como um Gestor de Futebol ?

Mas ali, sentado em frente ao cara que eternizou o gesto de erguer a taça FIFA, em Yokohama, eu vi que ele estava em outro patamar. Naquele nível que reservamos aos maiores do Gigante. Do inconteste . Do cara que PARA SEMPRE vai ser estar na nossa história.

Não me sinto em condições de opinar sob as atuais condições técnicas dele, mas creio que, pelo profissionalismo e competência, devem estar apuradas.

Se Fernandão voltar, ele não vai ser só um jogador a integrar o plantel colorado. Ele vai ser uma espécie de “intocável” que não me agradaria ter dentro das quatro linhas. Alguém que teria lugar certo, SEMPRE.

E isso, senhoras, senhores e viúvas, é MUITO PERIGOSO.

Todo mundo que já assistiu o Michel ( aquele, o do Abel ), jogar , sabe por que.

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Para um não entendor… só um post não basta.

Quando começamos a acalentar o projeto deste blog, pensamos em um espaço democrático, aberto a todo  e qualquer Colorado que nele quisesse expressar a sua opinião e, em especial aos Colorados das “plagas mais distantes”. Aqueles que não tem, como nós temos, a oportunidade de acompanhar de perto o nosso Inter.

Neste um mês e pouco de blog,  acompanhamos as idéias e opiniões de colorados de todos os lugares e, invariavelmente, o assunto era sobre o futebol no inter. Mas é óbvio , dirão alguns. Um blog sobre um time de futebol vai falar sobre o que? Rugby?  Claro, teve o meu post falando de um jogador do nosso time que é uma máscara só ( update: e desde a publicação deste post tenho revelado, em off, o nome do vivente e várias, mas várias pessoas mesmo, concordam que o cara é um boçal de primeira. E jogador de quinta, mas isso não vem ao caso agora ).

Se bem que as vezes tem jogador que faz só isso, mesmo: pega a bola e leva pra casa


Como eu nunca escondi de ninguém que não sou um profundo entendor do futebol, no sentido de poder discutir com propriedade sobre esquemas táticos, substituições, se o jogador A estava chegando pelas laterais quando esse era o papel do jogador B, ou assemelhados, se eu quero participar  do blog tenho que “achar” algo para falar.

Mas falar sobre o que, cara-pálida ?

Ora, meus caros. O Inter é um clube de futebol. Mas só chegou onde chegou por ser administrado de forma correta, como se administra uma empresa séria que quer ter lucro, aquilo que as vezes tem empresas com vergonha de admitir que tem, em um país de tantas desigualdades.  Ou também porque se tornou, via de regra, proibido falar que se tem sucesso no Brasil. Como se fosse pecado ganhar dinheiro. Se ganhamos é porque somos capitalistas insensíveis . Se perdemos é porque somos incompetentes mesmo.

Mas o fato que o Sport Clube Internacional é hoje, uma empresa de sucesso MUNDIAL. Nossa marca é reconhecida nos quatro cantos do planeta. O escudo do S, do C e do I entreleçados hoje é uma máquina que tem milhões de seguidores fiéis.  E hoje, cerca de 110 mil destes seguidores fiéis são CLIENTES VIP desta empresa.

Sim, meus amigos.  O sócio é um cliente VIP do Inter. Temos prerrogrativas na compra de ingressos, acesso a lugares diferenciados, descontos nas Lojas, entre outras. Tudo em troca da nossa contribuição mensal. Todo e qualquer colorado,  é um CLIENTE do Clube.  Toda criança que nasce colorada, torna-se cliente desta “empresa”.

Ok, me dirão alguns. Isso é tão claro como falar que no departamento de climatologia do céu, São Pedro é o Manda Chuva.  E aí ?

Aí que eu achei algo que me interessa e que é a minha área de atuação e que, embora eu esteja longe de ser um especialista,  com certeza domino mais do que falar se o Joel Santana é melhor que o Burr, ops, Muricy.  ( Atenção, Viúvas do “aqui a genti trabáia, meu filho”: acabei de assinar o meu atestado de “não entendor”…. )

Lidar com cliente e cativá-lo faz parte do meu dia a dia. Aguçar o seu sentido de compra, fidelizá-lo à minha marca, em especial usando a Internet, é uma arte que me encanta e na qual eu tenho o meu ganha-pão. E é sobre isso que os meus próximos posts tratarão: o “cliente” do Sport Clube Internacional está sendo bem tratado ? O que podemos fazer para aprimorar este atendimento ? O que podemos ou devemos mudar ?

Aguardem que ainda esta semana o primeiro post da Série “ O cliente do Inter” estará, em primeira mão, aqui no ARQUIBANCADA.

Costumo não deixar passar em branco as coisas que me chamam a atenção. Tantas as positivas quanto negativas.

Por isso que não vou falar sobre o pai do Muricyzinho.

Quando só se acha coisas negativas para se adjetivar, a coisa perde a graça.

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Pagode na Bastilha – A origem da máscara

Quando o Cardeal Richelieu era o Regente da França, no século XVII, a Bastilha, uma construção que originalmente era para ser um portal de entrada de um bairro de Paris, virou uma prisão.  E nessa antecessora francesa de Bangu I, no reinado de Luis XIV, aquele camarada modesto que costumava dizer singelamente “O Sol sou Eu”,  chegou nessa prisão um hóspede diferente: seu rosto era totalmente coberto por uma máscara aveludada, presa a um “colarinho” de ferro que impedia a sua remoção sem auxílio de outra pessoa. Obviamente a curiosidade de todos foi aguçada em torno do novo prisioneiro que, com movimentos ágeis e requintados, parecia advir da nobreza.

O “Máscara de ferro”, alcunha dada ao cidadão que não tinha rosto era mantido longe de tudo e de todos na maior parte do tempo. Procedimentos novos na segurança da prisão foram aplicados por causa da sua presença.

O mistério da identidade desse prisioneiro perdurou por anos – e ao menos para alguns – até hoje.  Anos mais tarde o “mascarado” foi transferido para uma prisão no Mediterrâneo, sempre com uma segurança digna de traficante sendo levado para interrogatório no Fórum, e veio oficialmente a falecer em novembro de 1703.

Ele morreu, a lenda perdura até hoje com relação a sua identidade, e séculos mais tarde no mundo futebolístico, a expressão “mascarado” lembra aquele requintado prisioneiro da Bastilha da Eminência Parda francesa, na forma de um jogador marrento: aquele que ginga, sacoleja ou, na espécie mais comum: aquele que simplesmente se faz de morto em um mundo que ele pensa girar em torno do rico (e bota rico nisso !) umbiguinho dele, e ignora, solenemente, os mortais que lhe imploram um segundo da sua valiosa atenção.

Os exemplares do gênero ganharam até uma música na década de 90: A “Pensamento verde” do Grupo molejo ( Pagode do tempo em que ainda não era tão moda assim gostar de pagode), falava sobre uma garota que “ se achava a tal” e vivia perdida no mundinho abstrato dela. 

E não é que, estando em Bento no último final de semana, acompanhando a pré-temporada do nosso INTER dei de cara com um exemplar digno da espécie? A despeito de praticamente todo o nosso Time ser composto de atletas solícitos com a nossa torcida, o fulano em questão parece ignorar a regrinha básica e, dentro do mundinho dele, ignora pedidos de autógrafos, atende com muita, mas muita má vontade posa para fotos e fundamentalmente: IGNORA a torcida. E, pior, gente amiga. Não era de homens sem noção que já chegam puxando papo sobre táticas de jogo e terminam dando conselhos ao jogador. Os pedidos vinham de crianças. Garotos que estavam ali para simplesmente ter um autógrafo do ídolo (sim, seu Fulano, eles GOSTAM de você e, pelo menos o meu filho, passou a viagem de Porto Alegre a Bento não falando em outra coisa que não fosse  que ia te pedir um autógrafo e uma foto ao teu lado).

A primeira oportunidade foi no saguão do Hotel: saída para o treino, alguns torcedores-hóspedes reunidos, e ele aparece no meio dos jogadores e cruza tranquilamente entre os torcedores.  Ninguém o para.  Mas ao chegar em nossa frente, o Richard, meu filho, do alto da sua timidez me olha e pede: “ pede um autógrafo na minha bandeira”. Prontamente eu estendi a mão ao seu Fulano e pedi: “Fulano, podia assinar a bandeira dele ?” E apontei para o Richard, com os olhos brilhando na frente dele. E aí, moçada, veio a resposta:

Agora não posso. Estou indo treinar.

E saiu caminhando em direção ao ônibus da delegação. Na verdade, apesar da surpresa, eu não respondi nada para ele porque fiquei em dúvida do que falar. Poderia ser algo do tipo: “Sério? Então vai ligeiro e aproveita para pegar lugar no ônibus, porque os teus colegas estão todos entretidos dando autógrafos atrás de ti”. Acabei não respondendo nada porque vi que ia ter que inventar uma desculpa qualquer para um guri de 8 anos, que estava prestes a fazer o que ele rotineiramente faz quando o INTER  perde: chorar. Só que desta vez de decepção.

Mas vocês sabem como são as crianças…. teimosas. E lá se foi o Richard atrás dele novamente, agora esperando na porta do saguão do almoço. Enquanto ele esperava, aproveitou para tirar fotos e receber autógrafos com uns desconhecidos que chegavam por ali:

um tal de Clemer

um que chamam de Índio….

parece que tinha outro que o nome era Fabiano Eller.

Todos eles atendiam tão bem as crianças e adultos que estavam ali (o Clemer tirou mais de dez fotos!) que logo imaginei: estes devem ser jogadores novatos querendo “ganhar a torcida”. Fazer um grau. Imagina se eles fossem Campeões Mundiais da FiFA… acho que iam chegar de liteira.

E logo a seguir quem aparece?

O seu Fulano.  “ Oi, Fulano ! me dá um autógrafo?”, pedem o Richard e outro menino.  E o fulano, de bate-pronto: “Agora não. Estou indo almoçar”. E saiu em busca do pratinho de massa dele.

Sim. Foi isso mesmo que vocês leram. Ele NEGOU o autógrafo aos dois meninos. Este fato foi testemunhado por diversas pessoas.  Todas SÓCIAS do Inter. Todas tinham  PAGO para se hospedar no hotel e estar ali, todas esperançosas de uma campanha vitoriosa em 2010.  Aliás, toda essa gente ajuda a PAGAR o rico ordenadinho dele, ao religiosamente pagar a mensalidade do Clube.  E, se ninguém avisou a este moço, eu aviso: meu velho, tu és uma figura PÚBLICA. Tem crianças que gostam de ti. Se tu ainda fosse um jogador de destaque, ainda tinha motivo (infeliz, mas pelo menos tinha ) para vestir a máscara do Luis XIV. Mas nem isso tu és. Na minha opinião tu  acabou entrando no time porque era o menos pior e, até nisso, há controvérsias.

Eu amo o INTER. Eu acho que nunca o INTER foi tão bem administrado como é atualmente. O Time tem TUDO para arrebentar em 2010. Eu nunca vaiei o meu time. E NUNCA vou vaiar. Quando tu, Fulano, entrares em campo eu vou aplaudir e torcer pelo sucesso do jogador. Eu vou torcer pelo INTER.

Mas sabe o Falcão, o Valdomiro, o Fernandão, o Iarley, o Larry, o Taffarel, o Sóbis…. e tantos outros deste quilate?  Pois é. Tu estás bem longe dessa galeria.

O dia que tu fores embora vais acabar sendo “mais um” que jogou na posição que tu jogas. Mais ou menos como o Molejo dizia para a Garota  Pensamento Verde  (CLIQUE PARA OUVIR):

Sabe quem perguntou por você?

Ninguém !

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