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O orgulho de ser Colorado já nos faz vencedores

O futebol é sem sombra de dúvidas o esporte mais injusto que existe. Muitas são as variáveis que compõem e acabam por influenciar o resultado de uma partida de futebol. O emocional, o físico, o técnico e o tático de cada atleta, de um todo de 11 jogadores, em um total de 90 minutos são os componentes que acrescentam a imprevisibilidade e a injustiça que fazem com que o futebol seja tão cativante e tão arrebatador.

Arremates na trave, posse de bola, impedimentos, dribles, faltas, velocidade da grama e formato da “Jabulani da vez” são variáveis que apimentam mas não decidem o vencedor de uma partida. Quantos não foram os jogos onde a disparidade técnica gritante entre as equipes não foi determinante para determinar o vencedor? Basta lembrar de um dos milhares de jogos onde a equipe que passa os 90 minutos inteiros se defendendo “acha” um gol fortuito num lance ocasional e pronto: 1 a 0. Zebra!

Planejamento de anos inteiros são colocados a prova em um frango de um goleiro, em um chute despretensioso que se torna indefensável ou até mesmo uma expulsão inconsequente. Taças mudam de mãos em um impedimento não marcado, em uma lampejo de rara felicidade de um jogador perseguido pela torcida (abraços Gabiru!) ou mesmo de uma atuação impecável de um goleiro ou de um atacante. Cada lance tem significado intrínseco, mesmo que apenas os gols determinem os vencedores.

Mas o futebol não é injusto apenas porque nem sempre a melhor equipe vença. A maior injustiça do futebol é o extremismo de resultados. Ao vencedor, tudo, ao perdedor, nada. Não há frase que ilustre melhor o sentimento do torcedor derrotado que esta: O segundo colocado é o primeiro perdedor”.

Entendo que o torcedor é passional e sei o quanto representa estar tão próximo de uma conquista e ver a mesma escorrer pelas mãos. Não quero ser cabo eleitoral nem fazer propaganda política de A nem B. Antes de mais nada, não sou filiado a movimento político nenhum. Se este texto parece uma crítica ao passionalismo, não é.

Eu mesmo vou do céu ao inferno com a paixão que nutro por este clube em questão de segundos. Mas quando você relativiza os insucessos, e analisa o contexto, apercebe-se o quão especial tem sido esses últimos anos do Colorado. Voltamos a ser respeitados, voltamos a ser postulantes aos títulos e não coadjuvantes.

Evidentemente houveram erros que nos impediram de repetir nos últimos anos os êxitos de 2006. Alguns deles, inclusive, reincidentes. Faz parte do jogo! Dentre os 5 a 8 clubes realmente de elite no Brasil, apenas um pode ser campeão nacional.

E basta lembrar que recentemente, clube algum repetiu nossas façanhas internacionais. Somos passionais e os fracassos acabam por apagar os êxitos e os acertos. O futebol não tem memória, vive constantemente de resultados. E tudo muda muito rápido, é dinâmico demais.

E assim, hoje, podemos começar a reescrever a mesma bela história de 4 anos atrás. E eu acredito piamente no título. Independente da justiça do futebol e do resultado das finais, contextualmente somos vencedores. Fernando Carvalho e sua trupe, mentores do movimento e da política de administração responsável pela retomada do clube à sua devida grandeza, merecem os devidos reconhecimentos.

Vejo a ânsia e a expectativa em cada semblante Colorado de tingir a América de vermelho. E quiçá o mundo. De novo. E outra vez. E infindáveis vezes, porque somos Colorados.

E o orgulho de ser Colorado quase não cabe nesse peito e nesse coração que hoje bate em ritmo alucinado.

Rumo ao bi

O orgulho de ser colorado já nos faz vencedores!

Davi Benedetti - Luanda/ANGOLA
Colorado, paixão mais que Internacinal

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Das coisas que eu não entendo

Não se trata de especulação, mas palavras de dirigentes do nosso amado Clube: há aparato financeiro para propostas indecorosas a Felipão (que sabe-se, não virá). Nas entrelinhas, os valores divulgados chegam a 9 milhões anuais, ou R$ 720.000,00/mensais. O fato é que há capacidade de investimento.

Senhores, fazemos assim:

Pega-se R$ 500.000,00 desse dinheiro, contrata-se um centroavante de exceção (Fred, Sóbis, Deivid…), um goleiro razoável e um treinador com um mínimo de massa encefálica, sem tendências de Prof. Pardal, e garanto que o bi da Libertadores estará muito próximo. O que realmente não entendo é porque esse investimento não foi feito no início do ano. Quando havia tempo para entrosar os reforços e azeitar o time.

Sei que o desespero realmente é muito motivador. Sem Walter e um time que não engrena, e as perspectivas de estar a 4 (2?) jogos do mundial, aliados a um forte clamor da torcida por reforços realmente são fatores deveras motivacionais. E o fato de que um investimento de tal substância financeira poderia ser revertido através de novos sócios e novas receitas só mostra que o planejamento foi equivocado. Agora, em questão de 40 dias, temos que contratar treinador e qualificar a equipe com ERRO ZERO. Faltou planejamento. Ainda há tempo, mas a precisão deve ser cirúrgica.

Quanto ao treinador, não importa o nome. Já diria Guardiola: “Mais do que experiência, declaro a importância das idéias“. Sem “invencionices”, mas pra ontem, precisa-se de um treinador que trabalhe:

1 – a bola aérea defensiva (salvo o jogo contra o Palmeiras, em todos os demais jogos tomamos gols de bola parada ou de pênalti)

2 – o ataque: jogar com 2 tanques como Walter e Alecssandro é realmente de tirar a paciência.

3 – fixar o posicionamento de um primeiro volante mais fixo.

Volto a repetir: estamos a 4, talvez 2 jogos de Abu Dhabi. Agora é a hora, mas a precisão deve ser cirúrgica. Não há mais tempo para erros.

Davi Benedetti - Luanda/ANGOLA
Colorado, paixão mais que Internacinal

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Futebol e a personalidade

A maneira com que encaramos esportes, seja através da prática ou da observação (torcida) nada mais é do que uma extensão de nossa personalidade. Existem os passionais, que vão do céu ao inferno (e vice-versa) em questão de 90 minutos. Se o time vence, sorriso de orelha a orelha… se perde, inferno astral.

Estes são as formas mais pura de amor e se doam por completo; tanto as derrotas, quanto as eventuais conquistas são sempre super dimensionadas.

Confesso que inúmeras vezes passei o dia (e até a semana) extremamente azedo e mal-humorado por causa de uma eliminação Colorada em uma competição, por causa de uma derrota inesperada ou simplesmente pela repetição dos mesmos erros de formação e planejamento da equipe. Mas no fim das contas, é apenas futebol, e tudo passa.

Em contrapartida, há os otimistas. Estes, se apegam a qualquer fio de esperança, embora não haja indícios nem perspectivas que justifiquem tal atitude. Jogador “A” vai resolver, contratação de craque “B” vai sanar os problemas do time, se trocarmos o treinador pelo técnico “C” seremos campeões com folga. Depois da vitória “D” o time vai embalar. E por ai vai.

Não podemos esquecer os pessimistas e os cornetas. Estes não enxergam méritos; justificam êxitos a eventos aleatórios ou ao acaso. Agem como donos da verdade e inventam as desculpas mais esdrúxulas para corroborar sua tese. Qualquer derrota ou eventual revés é motivo de crise: deve-se trocar comissão técnica, direção, dispensar a rodo jogadores e contratar atletas de exceção no atacado. Enfim, planejamento zero, terra arrasada, time que vai lutar pra não cair.

E uma menor parcela, cada vez mais rara é composta pelos torcedores mais sensatos, que apesar de sofrerem tanto quanto os passionais, conseguem ponderar críticas, fazer análises pontuais e revisar conceitos. A blogsfera Colorada possui uma boa parcela de torcedores sensatos, que sabem discutir futebol sem as amarras do amor passional. Assim como também há os otimistas, os cornetas e os passionais. Uma simples extensão da personalidade de cada um.

Eu pessoalmente sou competitivo ao extremo. Não gosto de perder nem par ou ímpar. Sabe aquela pelada com os colegas da empresa, ou mesmo com a turma de amigos que ninguém leva o jogo a sério, onde todo mundo quer jogar com a bola no pé e ninguém quer carregar o piano? Bom, não me convidem pra este tipo de jogo. Porque eu jogo pra VENCER. SEMPRE!

Esporte pra mim é uma diversão, e que deve ser levada muito a sério. Não aceito displicência. Final de Copa do Mundo e treino na segunda de manhã devem ser encarados com a mesma disposição. Escrevo isto depois de o Colorado poupar 8 titulares (não considero Giuliano reserva) e perder 3 pontos em casa contra um adversário direto na competição nacional.

Não consigo aceitar passivamente uma derrota. Faz parte da minha personalidade, mas é inegável que não temos qualidade e quantidade de peças no elenco pra jogarmos duas competições em mesmo nível.

Ronaldo Alves, Arílton, Kléber Pereira, Wilson Mathias, Ronaldo Conceição. Suas atuações contra o Cruzeiro não me deixam mentir. A reposição é muito inferior, pra não dizer insuficiente no que tange a conquista do Campeonato Brasileiro e, inevitavelmente, há de se priorizar uma das duas competições.

É claro que podemos discutir um aproveitamento maior de titulares, uma dosagem mais equilibrada entre donos da posição e suplentes. É muito difícil digerir a derrota, mas é compreensível, pra não dizer justificável o foco total na Libertadores. Eu ainda não vi o Colorado ser campeão brasileiro e acreditem, quero tanto este título quanto a copa continental.

Mas não existe certo ou errado. Apenas convicções e apostas. Apostas que podem ser frutíferas, ou equivocadas. O INTER investe todas as fichas na Libertadores.

Dois jogos separam a equipe da Semifinal e de um retiro de 30 dias durante a copa pra ajeitar a cozinha e qualificar a equipe. Por mais doloroso que seja, ainda há tempo de recuperação no campeonato brasileiro, 37 rodadas é mais do que suficiente para reagirmos.

O final do ano irá responder se o planejamento foi adequado. A conquista da América (quiçá do mundo) ou uma campanha pífia no Brasileiro. Dois extremos, dois lados de uma mesma moeda. Ninguém pode prever o futuro, mas, às vezes, é necessário dar um passo atrás para em seguida dar dois a frente.

Tirem suas conclusões. Mas que ninguém seja oportunista. A tomada de decisão é agora.

Eu apoio a decisão, por mais dolorosa que seja. Será a medida mais correta? O tempo vai dizer.

E você, na cadeira do presidente, o que faria? Apostem suas fichas.

Davi Benedetti / Luanda – ANGOLA
Colorado, paixão mais que Internacinal

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O INTER e a África

Luanda, capital de Angola, África.

Colonização portuguesa. Menos de uma década livre da guerra civil e em reconstrução. Residência de estimadamente 40 mil brasileiros e alguns milhões de habitantes. Diferença de fuso de 4 horas a mais que o Brasil. Meu lar nos últimos 3 anos e provavelmente pelos próximos 2 ou 3. Uma nação apaixonada pelo futebol.

Aqui, raramente encontra-se camisas de times brasileiros na rua. Não que nossos craques sejam desconhecidos ou nosso futebol infame. Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo, Adriano, Rivaldo, Pato, Lúcio… São todos conhecidíssimos.

Recordo que desde minha estadia aqui já vi angolanos com camisas do São Paulo, do Corinthians e outras. Alguns mais fanáticos sabem descrever o nome dos principais clubes brasileiros e arriscar algum palpite sobre quem venceu ou está na liderança do campeonato nacional, mas sem muita precisão.

Mas a realidade é que nosso amado INTERNACIONAL, e até mesmo os nossos principais campeonatos caem no ostracismo no que se refere ao continente africano. Contraste absoluto com o campeonato europeu. A UEFA Champions League passa em rede nacional, em horário nobre. Camisas do Manchester United, Barcelona, Real Madrid, Milan e Chelsea são uma constante nas ruas.

Não é exagero afirmar que os angolanos que gostam de futebol sabem escalações dessas equipes na ponta da língua. Acompanhar ao vivo nosso amado clube é difícil. Apesar do PFC ocasionalmente transmitir algum jogo, só tem direitos de transmissão da Copa do Brasil, do Brasileirão e dos estaduais.

A Libertadores não passa no continente africano. Nossos atletas e nossos clubes não são conhecidos. E nas semanas onde há jogos da Libertadores, não posso deixar de sentir inveja. Inveja de sentir a ansiedade, a expectativa, a ARQUIBANCADA COLORADA lotada, o Beira-Rio rugindo.

Mesmo tendo uma rotina de trabalho que exige acordar as 05:00 da manhã, nada me impede. Quinta-feira, 15 de Abril, 01:00 do horário angolano. Ouvindo a transmissão na rádio, carregando o minuto-a-minuto nos sites esportivos, vendo pela televisão ou de qualquer outra forma que seja, estarei eu, e milhões de outros colorados. Sofremos e nos angustiamos, mas acima de tudo apoiamos, e somos privilegiados.

Quarta-feira é dia de Libertadores.

E se o mundo todo ainda não nos conhece, busquemos o bicampeonato da América e do mundo.

Saudações Coloradas.

Davi Benedetti – Luanda/ANGOLA
Colorado, paixão mais que Internacinal

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O amor Colorado de ANGOLA

Futebol é amor… Equação simples. E que explica muito. É a razão pela qual jogamos em qualquer lugar – na chuva, na lama, no barro ou na grama – com a mesma paixão e loucura.

É a razão pela qual nossos pés sorriem quando vestimos nossas chuteiras…e a razão pela qual não conseguimos dormir na véspera de um jogo importante

É a razão pela qual acreditamos em mitos e lendas…e pela qual cada jogo pode sofrer uma reviravolta nos seus momentos finais

É também a razão pela qual vamos do céu ao inferno em apenas um lance. É o motivo de abraçarmos estranhos e gritarmos em êxtase por um gol…e também de fazer juras de indiferença eterna que viram pó no primeiro gesto de reconciliação

Troca-se carro, apartamento, hábitos, mulher e até mesmo amigos…… mas jamais troca-se uma paixão, um grande amor. Passionais que somos, brigamos, reatamos, criticamos, elogiamos, AMAMOS.Incondicionalmente… Intensamente.

Escute seu coração! Porque futebol é amor.

E Amor é futebol!

E futebol é INTER!



Davi Benedetti
No estádio 11 de Novembro, em Luanda – ANGOLA

 

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