Intensidade, superação, coletividade e qualidade

Na noite de ontem no Gigante da Beira-rio, o Internacional (para não perder o costume), venceu mais uma pelo Brasileirão 2017, o adversário da vez foi o Brasil de Pelotas. Num jogo típico de Gauchão o Inter enfrentou um time aguerrido e bem postado em campo, o time pelotense liderado pelo ex-goleiro colorado Clemer, impôs uma marcação avançada e aproximada, com o intuito de dificultar o domínio da meia cancha pelo time colorado e tiveram um relativo sucesso em boa parte do primeiro tempo, não só com marcação forte, mas por vezes também com demasiada violência em alguns lances. O Inter entendeu isso e não se intimidou, deixando assim a partida equilibrada. Não faltou vontade de ambas as equipes, mas o excesso de jogadas e divididas mais fortes diminuíram a qualidade da partida.

A primeira etapa teria terminada empatada, não fosse a qualidade da equipe colorada, que passou a pressionar a equipe dos Brasil no final do primeiro tempo. Tal foi a pressão que aos 50 minutos o Inter abriu o placar, após a cobrança de falta por D’Alessandro, Leandro Damião se antecipou à zaga no primeiro poste e de cabeça fez o gol colorado. Era a qualidade colorada se sobressaindo em uma partida equilibrada pela competitividade de ambas as equipes.

Gol de Damião nos livrou um pouco do sufoco do 1º tempo.

O segundo tempo na mente de todo colorado, deveria ser mais fácil que o primeiro, afinal o Inter vencia o jogo, o Brasil teria que correr em busca do resultado e com isso, teríamos espaços para contra-ataques. A ideia era essa, mas a arbitragem (de muito baixo nível), num exagero não adotado em outras jogadas bem piores, acabou expulsando Eduardo Sasha aos 6 minutos da etapa complementar por falta dura em Éder.

Daí em diante o jogou ganhou em tensão e emoção, pois o Brasil com um mais, seguia pressionando o Inter em seu campo, tendo boas chances em algumas roubadas de bola, principalmente após o ingresso do bom Rafinha. Já pelo lado colorado, era necessário a superação em se jogar com um a menos, superação exige muito esforço, alguns jogadores colorados começaram a sentir o cansaço, foi o caso do capitão D’Alessandro e de Leandro Damião. O técnico Guto Ferreira atento a isso, tratou de alterar a equipe com as entradas de Camilo e em seguida de Nico López. Com as substituições percebemos novamente a superioridade do Inter em relação a qualidade do seu coletivo, o colorado não só equilibrou a partida com um homem a menos, mas também teve boas chances de ampliar e liquidar a partida, a última delas aos 44 minutos e uma ótima jogada Nico López.

A missão colorada vem se encaminhando para o final, muitos dizem que com mais 3 vitórias estaremos de volta à 1ª divisão, outros apostam em apenas mais 7 pontos. Independente da matemática, não podemos nos acomodar, nada está ganho ou conquistado ainda, mas fato é que ao equilibramos a intensidade a competitividade, não há adversário para superar a qualidade do Internacional.

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About Fabiano Mello

Fabiano Mello
Sou TI² (Torcedor do Internacional e profissional de Tecnologia da Informação). Sócio colorado. Torcedor de arquibancada desde 1992. Campeão de Tudo.

8 comments

  1. bike boy colorado

    Saudações coloradas Fabiano

    Também concordo com a sua leitura de jogo. Foi um jogo com uma certa dose de violência, em que o Inter se obrigou a revidar para se deixar intimidar. O Cuesta cada vez mais afirma-se como uma liderança no nosso time. Na hora mais complicada lá estava ele e mais alguns atletas mostrando que ninguém vai nos ganhar no grito e na porrada dentro do nosso templo.

    Lembrei daquele 1 x 1 num sábado à tarde contra o Santa Cruz. Ano passado. Eduardo Henrique expulso aos 40′ do primeiro tempo. O time se desmanchou. Segundo tempo tenebroso, quase perdemos.

    Contra o Brasil Sasha foi expulso aos 6′ do segundo tempo. Jogo até 50′. Então jogamos um tempo inteiro com um a menos. Mas com um time organizado, praticamente não corremos riscos. E criamos ótimas chances de ampliar o marcador.

  2. Leandro Godoy
    Leandro Godoy

    Olá Fabiano. Concordo com os teus comentários. O time mostrou uma coisa que no do ano passado não tinha, muita vontade, pegada e garra. O Camilo tem que jogar,não pode ficar no banco, esta ficha tá caindo pro Guto. A imprensa infelizmente escalou o Winck. O cara não faz nada de produtivo, muito pelo contrário é um peso morto dentro da equipe. A volta está garantida, mas temos que pensar seriamente no ano que vem. O elenco para a série é fraco, precisamos de reforços e que esta vontade de ganhar, uma pegada forte e muita garra, permaneça no elenco no ano que vem.

  3. De sete a oito contratações pontuais, senão…… Estou muito feliz por estarmos perto de voltar á ELITE por outro lado, preocupado, pois temos um time limitadíssimo, jogando uma serie B fraca e nos enganando com vítorias sofridas diante de adversários modestos, então comemorar sim, mas com calma muita calam.

  4. Antônio Carlos Pauperio
    Antônio Carlos Pauperio

    Fabiano, excelente visão do jogo. Concordo com a Adriana tanto quanto a ausência de qualidade nas laterais, como na expulsão do Sasha (acredito que só assim não será escalado, pois vem jogando muito mal). Se precisa tanto assim ajudar na marcação é porque não temos lateral na esquerda. A expulsão poderia ter comprometido o resultado, caso não houvesse a entrega dos demais jogadores. O jogo foi muito comprometido pela qualidade da arbitragem, mesmo com os oito cartões amarelos distribuídos aos jogadores do Brasil, pois dois eram para ser vermelhos (faltas no Pottker e no Damião). Jogo “cara da rivalidade regional”, com muitas discussões, empurrões, faltas ríspidas demais (até violentas, apesar que ninguém aguenta um time batendo do jeito que o Brasil jogou, sob a complacência da arbitragem)e muita cera por parte do Brasil. Vitória merecida, justa e resultado bom. Infelizmente novos cartões amarelos por reclamação, nova ausência forçada no próximo jogo e falhas nas finalizações. Impressionante o quem jogando o Cuesta, o Edenilson, o Pottker e o Damião. Camilo tem de jogar junto com o D´Alessandro. Sei que alguns não irão gostar, mas enquanto houver a ausência do Dourado, colocaria o Edenilson no seu lugar (substituindo Charles) e Nico López junto com o Damião e Pottker.

  5. Dorian R. Bueno
    Dorian R. Bueno

    O INTERNACIONAL DE PORTO ALEGRE, PODERIA TER FEITO MUITO MAIS GOLS NO BRASIL DE PELOTAS TCHÊ !!!

    Ainda bem que o Leandro Damião soube usar com inteligência a sua cabeça, e fazer o GOLZINHO CHORADO para mais uma VITÓRIA.

    O Guto Ferreira juntamente com a sua comissão técnica e jogadores chutadores do Colorado, poderiam trocar as goleiras de treino do Beira-Rio, para o tamanho das de futsal do Gigantinho. Com certeza depois na hora do jogo dentro do campo, os jogadores encontrariam na sua frente às goleiras com tamanho oficial, e as bolas chutadas entrariam no Gol com maior facilidade.

    Eu fico louco para entrar em campo e gritar dentro das orelhas do Pottker, Nico López, Edenilson, Charles e Winck, algo tipo, não chuta, não chuta, passa a BOLA. Com certeza eles poderiam através deste gesto de humildade, bondade, ver um jogador do mesmo time em melhor condição para definir a jogada. Todo jogador que tiver uma faísca de raciocínio para olhar rapidamente para o lado antes de chutar sem direção, seria o craque do jogo com louvor.

    O time faria muito mais GOLSSSS e o jogo ficaria muito mais leve quem sabe, menos tenso até o apito final. Os caras já jogaram juntos muitas partidas da Série B, e na hora AGÁ, deixam ser consumidos pelo seu egoísmo e desperdício, que para o meu gosto de torcedor é ruim de ver.

    Eles precisam treinar seus fortíssimos chutes, dentro de uma caixinha de fósforo, para depois acertar a pontaria fazendo mais GOLS para o Internacional.

    Abs. Dorian Bueno, Google+Plus, POA, 10.10.2017

    • bike boy colorado

      Saudações coloradas Dorian

      Leitura de pensamento. No terceiro parágrafo tu citas alguns fatos que vem se sucedendo nas atuações do Inter. Um certo egoísmo na execução de certas jogadas próximas ao gol adversário. Só no último jogo foram duas jogadas onde a melhor opção não seria o chute a gol, mas a assistência ao companheiro melhor colocado.
      – O Pottker (excelente aquisição do nosso Colorado) fez uma jogadaça pela direita, sem ângulo para o chute a gol, tentou assim mesmo e errou. Tinha dois companheiros livres na pequena área.
      – Final do jogo. Nico L. pela esquerda, driblou dois adversários e chutou em cima do goleiro. Camilo entrava livre ao lado e com o gol aberto. Frustração do nosso “bom cabelo”.

      Nos dias de hoje o passe para gol (assistência) é um importante ítem para avaliação do aproveitamento (rendimento) de meias e atacantes. É um alerta importante esse que tu estás fazendo!

      Abraço!

  6. Alô você Fabiano!
    Aqui no RJ, Reunimos um contingente Colorado para juntos transformarmos o ap
    na Arquibancada Colorada do Beira-Rio. O Inter foi brilhante. Não pela técnica mas pela bravura, pela entrega.
    E assim vamos conquistar nosso objetivo. De volta pro aconchego.
    Coloradamente,
    Melo, direto do RJ

  7. Adriana paranhos
    Adriana paranhos

    Ola Fabiano! O jogo foi tenso. Apenas sobre a expulsão do sacha: justíssima. Ele demonstrou raiva. Se pegasse mesmo poderia ter quebrado o adversário. Falta para expulsão. Para um time que somando os dois laterais tu não faz um, o Inter está sobrevivendo bem.

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