Time Grande!

Somos Time Grande! Jogamos como Time Grande! Mas perdemos como time pequeno. O adversário pequeno, sem resquício de nenhuma ofensa por tratar-se de analogia, mostrou um futebol de “ Primeira Grandeza ” (parafraseando Belchior – o cantor falecido): “ … quando eu estou sob as luzes, não tenho medo de nada…” Enfrentou o Gigante de igual para igual.

Repito: o Internacional jogou muito bem. Só isso. O fato que fez a brutal diferença se revelou no placar. Venceu o melhor? Não, claro que não! Venceu a vontade de vencer! Venceu aquele que adentrou o gramado consciente de que futebol é um por cento de arte e noventa e nove de pura dedicação. O ritmo imposto em campo foi o fator decisivo para a conquista do objetivo. Enquanto um jogava em nível de balé em compasso cadenciado previsível os próximos atos, o adversário se extenuava na preservação de sua proposta de jogo. Desnecessário comparar a infraestrutura dos oponentes. Dentro das quatro linhas, tudo desaparece no suor da camiseta. E para mim, foi o que fez a diferença. Enquanto um buscava a vitória entendendo-a como fato natural, outro ocupava todos os espaços sem perdê-la de vista. Um, aceitava o empate como resultado natural decorrente; outro, em momento algum se resignou. Enquanto há jogo, há disputa. E por esse viés, a vitória lhes foi concedida por justiça como premio ao esforço demonstrado dentro das quatro linhas.

Bem, se o nosso Internacional, continuar apresentando um futebol modelo argentino – Boca Juniors em seus melhores dias – é relevante que traga um maestro aos moldes de inesquecível JUAN RAMON RIQUELME, sem demérito ao nosso ídolo D’Alessandro. E se a Comissão Técnica continuar com o promissor Iago, na função de ala, deve melhor ser treinado na função modelo Claudio Coutinho: -“ overlapping” e ponto futuro. Sou plenamente favorável ao investimento no menino.

Bem. O fato é que há um modelo de jogo pré-concebido. Assim, cabe a Comissão Técnica orientar para maior, ou melhor, velocidade durante a partida, e não somente após estar atrás no marcador e o inexorável marchar para o final da partida. E é em relação a esta postura

que me rebelo: posse de bola não é domínio de jogo. Se para jogar tem de correr, se para ganhar tem que se impor, por que não? Camisa suada é troféu! Parabéns Caxias, pela vitória conquistada ; parabéns meu Inter, por mais esta vacilada…

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About Jaldemir

Jaldemir

14 comments

  1. Nelson tche

    Jaldemir, adicionalmente a sua excelente análise, eu acrescentaria que até fizemos uma razoável partida, sem dúvida melhor que o inheco inheco do ano passado. Nesse joga situações de gol foram criadas e não vencemos por dois motivos, falta de capricho no último passe e nas finalizações .

  2. Alô você Jaldemir!
    Arte e dedicação é leitura de definição tal qual inspiração e transpiração, procede? Tua observação quanto ao IAGO tem minha concordância, entretanto devo afirmar que o “menino” está formado, mas ainda está em estágio probatório, agora tem que aprender com o tempo, com a convivência com os veteranos. Material aproveitável ele tem, e como tem. Também, assim como o Naladar não entendi o porque da entrada do Nico no lugar do Potker quando domingo ingressou no lugar do D’Ale pelo meio e o fez muito bem. Com a palavra o Odair.
    Coloradamente,
    Melo

  3. Bom, pessoal, na minha modesta avaliação, nosso time não fez uma má partida no geral. Mas no individual, deixou muito a desejar.
    Por exemplo, não temos lateral direito. Winck é uma calamidade. Além de marca mal, em nada contribui para o ataque!
    A dupla de zaga a meu ver foi bem. No segundo gol do Caxias, achei mérito do atacante que prevendo o cruzamento, se antecipou e infiltrou entre os zagueiros.
    Na lateral esquerda não achei o Iago mal. Sobrecarregado, sim. Mas ainda chegou ao ataque e fez alguns cruzamentos.
    Dourado mal. E não é de hoje. Lento, de mau passe e não chega ao ataque. Volante à moda antiga.
    Edenilson mal também. Outro que em nada contribui na frente. Não cria, não infiltra, não pifa ninguém e não arremata. (Vendo esses dois volantes, mais sinto saudades do Aranguiz)
    Dale foi bem no primeiro tempo. Cansou no segundo.
    Gabriel Dias, em que pese o gol contra, não foi mal na partida.
    Potker, muito mal aproveitado no Inter. só fez o gol porque estava centralizado. Nos outros lances, ou é obrigado a cruzar ou arrematar como pé direito. Por isso perdeu dois gols e errou alguns cruzamentos!
    Quando saiu, Nico -outro canhoto- foi deslocado para a direita. Repetiu os mesmos erros de arremates e cruzamentos de Potker. Se Garrincha fosse jogador do Inter atual, com certeza jogaria na ponta esquerda. E Canhoteiro na direita!
    Damião muito mal. Sem técnica nenhuma, trombador, ruim na bola alta e arremata com extrema dificuldade. Mais uma vez perdeu algumas chances. Aí vão dizer, mas pifou o Potker com um toque de cabeça certeiro. Tudo bem, mas não se deve tomar a exceção pela regra!
    As alterações promovidas pelo Odair só pioraram o time.
    Foi o Inter que eu vi em campo.
    Abraços aos parças do blog!

  4. Naladar Santos
    Naladar Santos

    Jaldemir, boa tarde…belo texto, parabéns! Até gostei do primeiro tempo. Marcação alta e boa compactação no meio. Depois a Hellmann, quero dizer a maionese, desandou com a volta do interminável inheco-inheco sem objetividade nenhuma. Enfim, o que prometia ser algo novo no primeiro tempo voltou à mesmice no segundo tempo.

    Não gostei das alterações do Odair – tirar Gabriel Dias, que acho estava melhor que Dourado e Edenilson, para colocar Patrick? O que ele esperava? Uma grande mudança no time? Depois tirou Pottker, nosso melhor jogador neste início de 2018, para colocar Nico, que deveria ter entrado antes do Patrick, mas no lugar de qualquer um do meio de campo, inclusive D’Alessandro (lembrando que Domingo passado Nico jogou muito bem no meio)?. A entrada de Roger foi correta no lugar do Damião, porém, tarde demais. Então, me parece que as coisas continuam no carteiraço lá no Beira Rio.

    Somos um Clube Grande, com um Time Médio, jogando como um Time Pequeno.

    • Alô você Naladar!
      Também não entendi as substituições.
      Coloradamente,
      Melo

    • Nelson tche

      “Somos um clube grande, com um time médio, jogando como um time pequeno!”
      Essa frase bem colocada resume nosso momento atual, que o espero sinceramente estarmos deixando para trás para voltarmos ao que realmente somos!

  5. Bom dia a todos.

    Um ponto positivo:
    Jogamos melhor que o adversário ( Não fez mais que a obrigação ), e não teve balão!

    Mas de positivo ficamos por aqui.

    No mais, parece que voltamos ao normal, igual aos últimos anos:

    Nossos jogadores perdendo gols que até na varzea se faz.

    É jogador fazendo gol contra ( Nunca vi um time que não aprende, como gosta de fazer gol contra )

    E outra coisa, mais um vez tomamos um gol RIDICULO, o zaga desgraçada essa.

    Enfim, jogamos melhor e para variar o TIMECO adversario em só teve duas oportunidades e pasmem, fizeram gol.

    Tomara melhorar, pois se não vai ser mais um ano de sofrimento.

    Quando isso vai acabar?
    Que urucubaca!!!

    VAMO VAMO INTER

    • Alô você Jairo!
      Se a tua observação se confirmar, de que não houve balão e o time jogou ou procurou jogar se confirmar estaremos diante de uma evidente influência do treinador? Tomara que sim.
      Coloradamente,
      Melo

  6. Luciano

    Jaldemir, sinais inequívocos de apequenamento. Vamos nos acostumando com achar normal isso tudo e passa a ser normal ser encarado de igual para igual por clubes muito menores, com todo o respeito a eles.

    • Alô você Luciano!
      Tomara que não, mas se forem evidentes os sinais podemos mudar o rumo das coisas, basta ter atitude firme, concordas|?
      Coloradamente,
      Melo

      • Luciano

        Melo, atitudes firmes combinadas com aspirações ambiciosas. Se a situação de temporada difícil, time que regressa de série B, dificuldades financeiras, etc, servirem para justificar porque o time não vai chegar no pelotão de frente das competições, então vamos nos comportar com inferioridade ao longo do ano. Acho que começa por essa mentalidade de não aceitar esse tipo de condição. E qualidade no trabalho e na disposição de todos.

  7. O jogo e o Inter se resumem ao seguinte: lampejos do D’Alessandro, toque toque de bola até chegar na lateral da área(se não perder bisonhamente e dar contra-ataque), cruzar rasteiro no primeiro pau, ou um balão na bandeirinha de escanteio oposta. Sendo bem otimista, do meio para frente até dá para ajeitar, do meio para trás eu já desisti, principalmente quando se refere a laterais.

    • Alô você Rogério!
      Não desista, somos Colorados e colorado não desiste facilmente. Um abraço
      Coloradamente,
      Melo

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