O que gostei de ver

Eu hoje quero falar do quanto gostei de ver Damião de volta no Inter, do quanto gostei de ver o Camilo estriar, de ver o Sasha jogar com garra…de ve-lo fazer gols!

Como foi bom ver nosso Inter jogar com vontade, jogar com criatividade e registro aqui o meu desejo que esse seja o espirito do nosso time daqui pra frente. Como é bom olhar a tabela e ver nosso clube lá em cima, na segunda colocação, até porque como já escrevi em um post anterior, que somente quero voltar ao nosso lugar, não quero titulo, somente voltar. Mas hoje peço a licença aos leitores e amigos Colorados, para escrever sobre os torcedores, nossa torcida tão apaixonada. Eu não venho falar dos protestos, das vaias, que devidas as proporções, fazem parte pois estamos muito machucados ainda…mas o que não podemos deixar de exaltar é que o apoio nunca faltou, sempre que convocados lá estamos, a apoiar a fazer uma festa.

Fico muito triste hoje quando vejo que nosso estádio perdeu um pouco da sua característica, perdemos um pouco do povo colorado de verdade! Isso eu sinto falta, quem fez o Inter de verdade, hoje não tem vez, não entra, não cabe no bolso. Hoje já escrevo de Salvador, e posso lhes relatar o quanto tem sido dolorido não estar no estádio, que desde 1996 poucas vezes não estive nas arquibancadas. Vem o choro na hora da escalação, vem a vontade louca de voltar para o RS, simplesmente não porque não estou gostando da Bahia, mas simplesmente porque aqui não tem Beira Rio não tem meu Internacional. Por isso pedi para escrever sobre nós torcedores, de todos os tipo, mas com um mesmo e único amor e um único vício, torcer pelo nosso Colorado.

Acho que nossa torcida hoje se sente mais feliz, após 3 vitórias seguidas, creio que  era o gás que time e torcida precisavam. Sobre impressões, digo-lhes que por estas bandas nordestinas, Salvador, é nítido o respeito e admiração dos baianos pelo nosso INTER, nenhum que falou comigo deixou de fazer a pergunta: “como um clube tão forte, rico e que ainda peita os do sudeste de igual para igual, caiu ano passado?…” eles, pela fragilidade dos clubes daqui, mas sabendo do poderio do nosso clube, não entendem o que pode ter levado ao descenso esse ano, fica o respeito e admiração deles para conosco como uma consolação em ano distante dos pagos e do nosso Colorado!

Ser torcedor, é uma oportunidade unica, de conviver em 90 minutos com muitas emoções, intensas sejam quais forem…é um sentimento único, como diz a propaganda “não é apenas futebol”. Ser torcedora do S C INTERNACIONAL então, é indescritível, uma honra!

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About Fernanda Pritsch

Fernanda Pritsch
Sou Colorada de nascimento, filha de Pai Colorado, Pai esse que desde os Eucaliptos, ajudou com os tijolos e cimentos para o Beira Rio, cresci ouvindo as histórias do Rolo Compressor, histórias do Larry, Manga, até chegar a Figueiroa e Falcão, minha Mãe Colorada, única em sua família, tornou-se colorada por sua paixão de adolescente pelo Sr Larry...com isso Graças a Deus então nasci Colorada, meus irmão Colorados, cresci vendo nosso Inter na TV, no radinho, até que conheci o Beira -Rio com meu cunhado ex jogador do Inter Junior, então em 1996 vim para Porto Alegre para estudar, a primeira coisa que fiz foi me tornar sócia de uma torcida organizada, a qual nesta época era a maior do Inter, fui com um único propósito, torcer para meu amado Colorado...viajei atrás do Inter onde ele fosse, até que em 1998 conheci meu marido, e hoje nutrimos essa doença da qual não desejamos cura, em 2006 esse amor que ali nas "arquibancada Colorada" teve seu inicio, ganhamos nosso maior presente quase juntinho ao nosso maior Título, chegou a nossa filha Isabella loguinho após nosso precioso Campeonato Mundial, e nem que pedíssemos uma filha tão especial e Colorada talvez não fossemos atendidos como fomos, ela é extremamente colorada tal qual Pai e Mãe...então só posso ser cada vez mais grata e feliz por amar esse clube, esse clube não é simplesmente "só futebol" ele é para nós simplesmente o responsável pela família que hoje tenho. E para fechar com chave de ouro essa história de amor com o Internacional, em 2016 tornei-me Professora de Natação e Hidroginástica do Parque Gigante, onde pude trabalhar com sócios do nosso Clube e com nossos jogadores Profissionais, com treinos regenerativos na piscina, experiência que jamais almejei ou se quer imaginei um dia que isso pudesse acontecer...foi uma experiência única para essa Colorada aqui, tatuada com nosso escudo, das arquibancadas para o bastidor, hoje já me despedi do Parque pois estou indo viver por um tempo em Salvador - Bahia. Mas em meu coração levo tudo que vivi até hoje com nosso Inter, e certa que o retorno após esse período será certo, para nossa capital pois como eu disse: Temos uma doença da qual não queremos cura, ela se chama Internacional, e a nossa segunda casa o Beira - Rio sim, vai nos trazer de volta. Tehno na pele, tenho no coração...e nada vai nos separar!

2 comments

  1. Alô você Fernanda!
    Sei muito bem o que está sentindo, assim como todos que por motivos diversos estão longe.
    Morei fora muito tempo, em diferentes lugares. É doido bem sei, mas uma coisa é extremamente verdadeira, o sentimento parece crescer e a vontade de estar dentro da nossa “Catedral” aumenta, aumenta, aumenta…
    Coloradamente,
    Melo

  2. Antônio Carlos Pauperio

    Fernanda, impressionante a beleza de sua postagem. Não entendi como uma postagem, mas como um depoimento apaixonado e de fazer arrepiar. Também vivendo em Salvador, sinto a mesma saudade, mas a vida nos leva a caminhos que muitas vezes somos obrigados a escolher ou a vida escolhe por nós. Salvador, com o tempo irás concordar comigo, proporciona uma qualidade de vida ou uma recompensa grande pelo esforço do dia a dia, pois a proximidade do mar, praias, a temperatura sempre amena, a estabilidade do tempo, a música, a magia que cerca a cidade e as características do povo soteropolitano, conquistam facilmente quem chega aqui. Nada substituiu o sentimento gaúcho que corre em nossas veias, mas a medida que o tempo passa, valorizamos o lugar que vivemos. A volta à terra amada sempre é uma chama que não se apaga e a saudade de nossas coisas regionais não deixam nossas mentes. O Internacional, um caso de amor insubstituível, pois a convivência com o calor de outros torcedores Colorados e os jogos no Beira-Rio nos fazem falta e nos deixa menores ainda. Acredito que por essas razões valorizamos tanto o que não podemos desfrutar hoje, mas que por mais distantes que possamos estar, nos sentimos juntos e parte integrante da Massa Colorada. Nossas raízes são profundas e não será o vento da distância que conseguirá nos afastar de nossos sonhos. Voltando ao foco da postagem, o que me deixou também mais contente foi ver nosso Internacional recuperando a vontade de vencer, a garra em campo e de ter, a partir da vinda do Damião e do Camilo, duas opções diferentes de jogo, tornando o time mais competitivo e menos previsível. Ficam desde já convidados a nos dar o prazer de ir ao Rhoncus, bar temático de cervejas artesanais, no Rio Vermelho e “saborear” um pouco de nosso Rio Grande do Sul e do Internacional na companhia de outros Colorados. Se quiserem nos dar esse prazer podem ligar e reservar uma mesa pelo telefone 71 99372-6738 (Guilherme).

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