Juntando os cacos

E lá se foram mais trezentos e quarenta dias em nossas vidas, bem vividas, com emoções jamais anteriormente sentidas, primeiramente a incredulidade, em seguida um sentimento de não aceitar o que estamos vivendo.

Depois, começamos a entender que temos que reagir e tomar medidas efetivas para mudar a situação que tanto nos contraria. Caça às bruxas não adianta mais, os culpados serão sim severamente castigados, pelo menos espero, não com castigo físico e sim com o lugar que a história os comtemplará dentro da história do Clube.

No início, após um promissor três a zero contra o Londrina na primeira partida, começou a dar lugar a tropeços inadmissíveis, que quase desestabilizaram o trabalho de retorno à primeira divisão. Feitas as correções indispensáveis, troca de técnico e contratações de Damião e Camilo, creio que os fatos determinantes para o retorno.

Parecia que seria de forma serena o cumprimento da obrigação constrangedora, mas eis que no terço final da empreitada, como de costume, resolveram dificultar um pouco a missão, uma sequência inexplicável de maus resultados voltaram a nos assombrar.

Teve algumas partidas que pareceram um retorno ao que de pior o Internacional já fez na sua gloriosa história. São aqueles momentos em que você olha e não acredita no que está acontecendo dentro de campo, o time está mal distribuído e posicionado se movimentando sem a menor compactação, em consequência, todo rebote fica com adversário.

Os erros de passes são absurdos, perdas de gols inexplicáveis e assim por diante, e para o desespero geral da nação, não se vê uma única inciativa do técnico para corrigir, uma substituição de esquema de jogo em fim, confesso que fiquei preocupado.

Eis que faltando três partidas para o fim da jornada, mais uma vez troca-se o treinador, foi ético? Foi honesto? Pois alguns dizem que foi somente para fugir de uma multa ou renovação automática para 2018. Foi convicção ou desespero?

Nada mais disso me interessa, foi ultrapassada mais uma época em nossa história, embora sem brilho com objetivo principal atingido, inclusive com o castigo merecido de não atingir o título para que fique bem claro que continuamos carentes da boa competência.

Para que se reflita, corrija, mude-se parâmetros, pois todos nós sabemos que com a estrutura, logística e valores gastos com futebol é muito difícil explicar que não se conseguisse uns dez pontos de vantagem sobre o segundo colocado.

Que tudo se apague para um recomeço, juntando os cacos e resolvendo novos velhos problemas. Já deixaram, como de costume, bem claro que nosso novo treinador não era exatamente o que a direção queria, que devemos administrar o retorno de dois times de futebol, dizem que em torno de trinta atletas que retornam de empréstimos.

O número não assusta tanto quanto os valores de salários de algumas dessas figurinhas carimbadas, pois se fala em quinhentos, duzentos e ciquenta mil reais, com uma naturalidade muito grande que torna mais fácil entender os eternos déficit financeiro do Internacional.

Qual outros grandes clubes que só na estrutura profissional possuem elenco para formar três times, porém acabas de cair de divisão e causar sobressaltos para retornar?

Sobre a mais importante decisão já tomada para o ano de 2018, a confirmação do Odair Helmann para treinar o time, confesso que não é minha principal preocupação, haja vista que o técnico mais desejado, Abel Braga, um dos maiores vencedores entre os que estão no mercado, esse ano quase cai com o Fluminense.

A reformulação do elenco de jogadores, os descartes, acréscimos de jogadores é o que vai determinar se teremos um ano tranquilo ou novamente uma montanha russa de emoções, que temos passado depois de 2010 com seu ápice em 2016.

Quanto à falta de dinheiro tão propalada pela isenta imprensa gaúcha, gostaria de lembrar que entre os jogadores que retornam tem vários com boa possibilidade de mercado para venda ou de serem usados como moedas de trocas.

Alguns sendo inclusive titulares absolutos em equipes da série A, o que certamente, com competência, viabiliza a realização de bons negócio e a montagem de um elenco capaz de enfrentar o próximo ano de forma positiva e brigando por títulos.

Para finalizar, ossos e porcelanas quebradas, quando bem colados, jamais quebram no mesmo local.

Um abraço colorado,

Arioldo Roldan

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Arioldo Roldan

9 comments

  1. Boa tarde.

    Espero que de certo.

    Mas como falaram, o interino no Corinthians deu certo, pois pegou um time estruturado e com um esquema de jogo, deixado por ninguém menos que o Tite.
    Claro que teve méritos em pelo menos manter.

    Agora vamos ao nosso caso, Odair vai herdar um arremedo, um amontoado e terá que começar do zero, será que conseguirá?

    Concordo com o José, o Sasha nem pensar, por favor não precisamos de craque tático, emprestem, vendam e o Poktter acompanhando lateral NÃO!

    Precisamos urgente de uma gestão PROFISSIONAL, e pensar que fomos o primeiro clube a ter mais de 100.000 sócios, se não fosse tamanha incompetência e amadorismos, eramos para ser um clube modelo, onde somente com a receita dos socios era para manter a folha de pagamento.

    Questão de competência e planejamento.

    Mas………..Vitorio Pifio com aquela arrogância e prepotência e zero planejamento fez o que fez.

    Vamos ressurgir com a força do povo, com a força da nossa torcida, que não existe igual!

    Vamo vamo INTER

  2. ue

    Roldan, concordo plenamente com a escolha do interino guindado a titular. Parece-me uma questão inicial de cautela e economia. Com o retorno dos atletas a serviço de outras camisas, “Muitos chegarão e poucos ficarão”. E a tarefa da escolha não seria melhor realizada por “prata da casa”. Para o Gauchão que se avizinha, a responsabilidade de arrancar com empatia, deve-se a quem: a torcida? Aos atletas? Ao “Professor”? A Comissão Técnica? A Direção – Presidente? Ao Conselho? A verdade que se me parece é que “algo de podre persiste no Reino da Dinamarca!” Os ventos de lá estão se tornando verdadeiras tempestades para a Nação vermelho e branca, enquanto aqui despencamos no abismo da mediocridade administrativa, de há muito tempo. E o que esperar? A hora já tarda e ainda nem voltamos… Abraço!

  3. Bom, pessoal, eu acho que a escolha do Odair foi mais por falta de convicção do que por qualquer outra coisa. É aquela história, o interino deu certo no Corinthians, pode dar aqui. Só esqueceram que o técnico interino dos gambás herdou um time estruturado pelo Tite. E o Odair recebe um grupo de jogadores sem formatação de time. Como diz o colega Luciano, não está proibido de dar certo. Esperamos que dê.
    Melo fez um arrazoado justificando a escolha pelas altas qualidades de Odair como treinador. Espera aí! Se tinha todas essas virtudes, por que então o Inter foi trazer Guto, após o fracasso do Zago, tendo Odair no Beira Rio?
    Pelos primeiros jogos de 2018 é que poderemos avaliar o trabalho do Odair. Mas se voltar a insistir com o Potker deslocado para a direita marcando lateral e continuar dando titularidade a Sasha, como nosso craque tático, então deu para os cocos!
    Só o tempo dirá….
    Abraços a todos os parças do blog!

    • Arioldo Roldan
      Arioldo Roldan

      Olá José, obrigado pelas considerações eu espero que a diretoria saiba as reais carências do time, sem alguns reforços acho que o problema é maior que o nível do técnico, abraço.

  4. Alô você Roldan!
    Ao fim e ao cabo confesso que não me preocupei muito com a escolha do treinador tanto quanto estou preocupado com a inercia da remodelação do Departamento de Futebol. Tudo deve vir daí., desde a escolha dos reforços as dispensas as realocações da “turma” que está voltando mas principalmente a implantação de uma política clara e austera no DF. Não basta ganhar, tem que montar estrutura para manter uma conduta linear, para não virar eletrocardiograma. OREMOS!
    Coloradamente,
    Melo

    • Luciano

      Melo, concordamos literalmente, só que não deverá ocorrer essa reformulação, mantendo a “estrutura” atual. Por isso, entendo que a comissão técnica inexperiente e naturalmente pressionada por melhores resultados para o time terá muitas dificuldades para desenvolver o trabalho. A baixa qualidade do elenco e as contrações em nível de grupo que deverão ser feitas devem potencializar as asperezas para a CT.

    • Arioldo Roldan
      Arioldo Roldan

      Olá Melo
      Esperemos a lucidez apareça, caso contrário teremos mais um longo período de vacas magras, nós sabemos que o cenário local tem influência e no momento é totalmente desfavorável, abraço.

  5. Luciano

    Arioldo, li atentamente e refleti sobre as suas exposições. Sou muito cético em relação aos resultados que poderão ser atingidos com o tipo de condução da gestão para 2018. Teremos um elenco cabisbaixo pela péssima campanha na série B, cujo acesso que era obrigação veio com boa dose de constrangimento ao perder o título para o América MG. Considero que os jogadores que voltarão de empréstimo não se constituirão em ativos, mas em problema para o Clube. O ideal será novamente repassá-los para outras equipes que pelo menos paguem os seus salários, prêmios, etc. Já opinei bastante sobre a minha contrariedade em relação ao treinador Odair, pois demonstra que o INTERNACIONAL continuará fazendo experiências e arriscando em assuntos sérios. Sinceramente, me preocupa muito esse ambiente de aceitação das coisas com elas são e estão. Mas é claro que não é proibido dar certo. Mas repito que tenho muito ceticismo em relação a isso.

    • Arioldo Roldan
      Arioldo Roldan

      Olá Luciano, obrigado pelas considerações, também me preocupa o futuro próximo, esperemos que os astros do futebol voltem a se alinhar a nosso favor, as vezes até sem querer ou merecer aos coisas acabam dando certo, exemplo o Corinthians que era tido pela crônica nacional como a quarta força do Futebol Paulista no início do ano e acabou campeão Paulista e Brasileiro, abraço.

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